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Quinta-feira, 26 de maio de 2022

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Cidade Arte Irigaray: Uma homenagem ao mestre e mais sete artistas chega ao coração da cidade

Foto: Divulgação

Cidade Arte Irigaray: Uma homenagem ao mestre e mais sete artistas chega ao coração da cidade
Preto e branco. Colorido. Sexo. Religião. X. O mestre. A nova geração. Estes são alguns dos componentes que fazem parte do universo da exposição Irigaray Arte Cidade. Uma homenagem ao artista plástico cuja face, uma obra de arte em si, é o rosto – azul - da expressão artística moderna mato-grossense.

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A exposição está no Palácio da Instrução, uma das construções históricas incrustradas no coração de Cuiabá, no fluxo de pessoas que perambulam em torno das praças da República e Alencastro, convida as pessoas a fazer uma reflexão sobre a cidade, sobre o papel de cada um e de cada elemento na sociedade. Para isso, o artista preparou algumas obras inéditas. Nelas, ele trabalha linhas negras, sexo e “x”s como mensagem.

“Tem uma fase de ambientação branco e preto que é o que chamo de pichação. Os ‘x’ que são pintados nas janelas dos prédios inacabados significam um alerta, ‘olha, cuidado. Cuidado.’ Então eu faço esse ‘x’ no sentido do expectador dizer ‘eu tenho cuidado. Estou tendo cuidado. O que a gente tem que ter é segurança. Temos que usar de segurança”, diz o artista sorridente.

Em quase todo o trabalho exposto, a discussão da sexualidade e o índio como figura central. Ambientes em penumbra, paredes vermelhas, iluminações em foco apenas nas telas ajudam a imergir o expectador, levá-lo um ponto distinto da própria imaginação, daqueles que poucas vezes se frequenta sem ser forçado a isso através de uma pergunta inquietante.



E a discussão feita por Clóvis Irigaray é expandida através do trabalho de mais sete artistas da nova geração. Babu Seteoito, Elias de Paula, Heitor Magno, Luís Segadas, Marcus Levy, Rai Reis e Renato Campello, artistas emergentes, alguns já com a bagagem de exposições internacionais, dialogam com a cidade e com o pensar a cidade de Irigaray através do grafite, fotos, telas e outros tipos contemporâneos de expressões.

Um diálogo de gerações muito apreciado por Clovito. “Em relação a Cuiabá, a cultura, por exemplo, a cidade, eu acho que é maravilhoso a gente se conhecer. Como estava dizendo para eles, a gente se conhecer. Ter a liberdade de se conhecer. A geração nova. Eles têm uma cultura própria”.

Um retrato

Além do trabalho inédito, a exposição traz um retrato de parte da carreira de Clóvis Irigaray. Telas e um documentário que relembram as principais fases de sua carreira, a xinguana e a pós-xinguana. A discussão da religiosidade e do consumo junto às figuras indígenas, em uma junção dos clássicos e material inédito, que transformam Arte Cidade Irigaray em uma chance especial para quem ainda não conhece a obra e o artista.

“A arte é mais interessante do que falar de mim. Para mim foi importante, é importante e sempre que tiver lembrança vai ser. Mas, na realidade, não penso que tenho um pacto de ser sempre um artista plástico. Eu não tenho não. Na vida eterna eu acho que sou simplesmente um ser humano. Não tenho obrigação trabalhista”.

Serviço:

A mostra abriu na noite do dia 27 de janeiro e segue até o dia 24 de abril, no Palácio da Instrução. De terça a sexta-feira, das 8 às 20h e aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 18 horas. A entrada é gratuita.

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