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Domingo, 23 de janeiro de 2022

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Exposição conta a história mato-grossense com obras de Moacyr de Freitas e Humberto Espíndola

Foto: Reprodução / Ilustração

Exposição conta a história mato-grossense com obras de Moacyr de Freitas e Humberto Espíndola
A história do estado e da arquitetura de Mato Grosso pode ser apreciada a partir desta quinta-feira (2), às 14h30, na Galeria Lava Pés, sede da Secretaria de Estado de Cultura. Seguindo em cartaz até dia 26 de agosto, a exposição “Mato Grosso: História, Memória e Arte” reúne obras do arquiteto e artista plástico Moacyr de Freitas e do artista Humberto Espíndola, e tem entrada gratuita.

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Esta será a primeira vez que a coleção completa das obras de Moacyr de Freitas, composta por 60 telas, são expostas, acompanhadas por textos do historiador Paulo Pitaluga. “As minúcias, que para muitos poderiam passar despercebidas, formam um conjunto real transmitindo autenticidade aos fatos históricos retratados”, afirma o historiador.

Moacyr tem 89 anos, e durante sua vida contribuiu com o acerto pictórico do estado, deixando registradas as cenas dos períodos provincial e colonial de Mato Grosso. O arquiteto teve essa iniciativa depois que passou a fazer parte do Instituto Histórico e Geográfico do estado. (IHGMT).

“Tive como base profundos estudos e pesquisa para ser fiel aos fatos e manter as características daqueles períodos. Mato Grosso é o único estado que tem isso registrado em imagens e não apenas nos livros de história”, observa. “A própria história do Brasil não tem tantas imagens, apenas algumas feitas pelos primeiros pintores de reconhecimento nacional”, acrescenta Moacyr.

A exposição também homenageia Marechal Rondon, desbravador, humanista, indigenista, cientista e pai da comunicação, e Dom Aquino Correa, príncipe das letras, que estabeleceu um diálogo constante entre a literatura, a história e a cultura local.

Outro artista consagrado, que terá suas obras expostas, é Humberto Espíndola. Suas telas representam a divisão geográfica e política de Mato Grosso, que aconteceu em 1977. Além disso, também serão expostas telas das séries Bovinocultura, Mapas, Rosa Boi, Nelore e Abstração Rural.

Maria Adélia Menegazzo, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que assina o texto de apresentação, afirma que o artista traduziu plasticamente a história da divisão do Estado: “Enquanto narrador privilegiado, um campo-grandense que se encontrava em Cuiabá quando da divisão, Humberto Espíndola oferece um verdadeiro roteiro estético-histórico do fato, através da pintura, desafiando seus limites, reforçando a autonomia da linguagem artística e humanizando o sentimento popular”.

A mostra Mato Grosso: História, Memória e Arte fica na sede da SEC, na avenida José Monteiro de Figueiredo (antiga Lava Pés), 510, bairro Duque de Caxias, e está aberta de segunda a sexta, das 8h às 18h, com entrada gratuita.
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