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Representante do Governo Britânico divulga oferta de bolsas de mestrado para futuros líderes em Cuiabá

Da Redação - Naiara Leonor

08 Out 2016 - 15:04

Foto: Naiara Leonor/ Olhar Conceito

Representante do Governo Britânico divulga oferta de bolsas de mestrado para futuros líderes em Cuiabá
O sonho de estudar fora do país está cada vez mais próximo, principalmente se o lugar escolhido for o Reino Unido. Na última quarta-feira (5), a coordenadora do programa de bolsas de estudo “Chevening”, Caroline MacDonald do governo britânico esteve na sede da escola de inglês ‘Cultura Inglesa’ em Cuiabá para uma palestra sobre como se candidatar a vaga de bolsista de mestrado, em qualquer universidade do país com tudo pago.

O programa quer estabelecer conexões com o Brasil através de pessoas que se mostrem em postura de liderança em seio meio, utilizando do chamado ‘soft power’ (poder suave). Inscrições abertas até 8 de novembro.

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Oferecendo a bolsa há 30 anos, o programa chama à atenção de candidatos pela bolsa integral com duração de um ano. Dentre os pré-requisitos, ser brasileiro, graduado, atuar há pelo menos dois anos na área profissional, falar inglês fluente e ao voltar, permanecer pelo menos dois anos no Brasil. Como o objetivo é escolher pessoas que querem fazer a diferença em suas áreas, não há limite de idade para os candidatos.

Mais do que uma bolsa para estudos internacionais, o programa procura alguém que deseje ser um líder e que tenha seus objetivos profissionais muito bem definidos e traçados, como explica a representante do governo britânico, Caroline MacDonald. “Queremos saber por que você precisa desse mestrado, por que o governo britânico vai pagar um ano de estudos pra você? Qual o meu valor para o Brasil e para o Reino Unido e como eu posso criar ligação entre os dois?”.

Com cerca de 46 mil ex-bolsistas, 1500 brasileiros e 5 selecionados de Cuiabá, o programa não tem um limite de selecionados por ano. A variação de valores dos cursos e de gastos para permanência em determinados locais é o que delimita a quantidade de bolsas. Em 2015 foram 1500 inscritos e 83 selecionados. Quanto ao valor pago a cada bolsista, ele varia entre 900 a mil libras.

Caroline explica que a candidatura à bolsa é totalmente separada da candidatura para a universidade, que deve ser realizada independente e de total responsabilidade do candidato. Ela ainda informa que não há restrição para escolha da universidade, mas direcionamento quanto aos cursos, que foram escolhidos conforme o interesse do Reino Unido em estabelecer conexões com o Brasil. São eles:

Comércio, Negócios & Indústrias: regulamentação fiscal, comércio, transparência e finanças, transporte, engenharia, óleo e gás, energia, inovação, tecnologia/digital, cidades do futuro.

Segurança e Defesa: segurança global e multilateral, segurança cibernética, defesa digital, crime transnacional, drogas, conflitos e desarmamento.

Desenvolvimento: sustentabilidade, nutrição, agricultura sustentável, meio ambiente, mudanças climáticas e medicina tropical.

Políticas Públicas & Governança: inovação, planejamento e gestão, relações internacionais, democracia e justiça.

Esportes e Legado Olímpico: Administração esportiva e legado de grandes eventos, incluindo saúde esportiva e áreas correlatas.

Apesar do direcionamento quanto aos cursos, Caroline diz que na hora da entrevista tudo pode mudar e se o candidato for bom, pode ser aceito independente do curso escolhido. “Esse ano teve um candidato, acho que de são Paulo, que vai fazer estudos sobre museu, ele teve uma energia incrível no momento da entrevista”.

Após a candidatura, os processos serão analisados por uma comissão no Reino Unido. As entrevistas com os pré-selecionados devem ocorrer entre março e abril, sempre com a presença de um representante do governo britânico. Após isso os candidatos selecionados como bolsistas serão anunciados em junho.

Como principal dica para conseguir a bolsa de estudos, Caroline destaca a confiança em si mesmo e no que se tem a oferecer para o Brasil e Reino Unido. “É bom passar um tempo preparando a candidatura. Pensar ‘como eu posso me vender? O que eu quero? Como eu posso explicar que vale a pena fazer esse investimento em mim e não em outra pessoa? Porque o Reino Unido vai pagar para eu, brasileiro, passar um ano com tudo pago grátis no Reino Unido? O que eu vou trazer? O que eu ofereço?’”, finaliza.

Mais informações e respostas a quaisquer dúvidas sobre o processo seletivo AQUI.

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