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Colégio Notre Dame de Lourdes implanta programa bilíngue a partir do maternal

Da Redação - Isabela Mercuri

O Colégio Notre Dame de Lourdes vai implantar, a partir de 2019, um programa de educação bilíngue na escola. De duas horas semanais, os alunos passarão a ter cinco horas de aulas de inglês, sendo uma por dia, de segunda a sexta-feira. Além disso, as aulas passarão a ser integradas com outras disciplinas e áreas do conhecimento, por meio de diversas ferramentas pedagógicas. O método escolhido pela escola foi a da International School, empresa com dez anos de história, que já tem mais de 200 escolas parceiras e está presente em 23 estados do país.

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Marcela Barros Saavedra, supervisora de contas estratégicas da International School, (especialmente as de escolas filantrópicas e associadas à Associação Nacional das Escolas Católicas do Brasil, Anec), explica que a empresa surgiu para suprir a necessidade da própria escola, que fica no Rio de Janeiro.

Segundo ela, o idealizador do projeto, Ulisses Cardinot, não aceitava o modelo de ensino tradicional de inglês, que era implantado em sua escola, e não concordava com a necessidade dos alunos de buscar o conhecimento da língua em outras instituições. “Essa não é a educação que se espera pros alunos de hoje. As crianças precisam aprender onde elas aprendem todos os outros saberes, que é a escola”, afirma Marcela.

O programa da International School será implantado em 2019 para todos os alunos da Notre Dame, do maternal ao 9º ano. A partir de 2020, ele será também para alunos do Ensino Médio. Irmã Marluce Almeida, diretora do colégio, explica que a escola viu a necessidade de se adequar à realidade do momento. “Essa ideia vem de pensar a educação na contemporaneidade. Nós estamos com uma geração que não dá mais pra pensar as demais ciências não dialogando com o inglês, que é uma língua que está presente em vários países. É fazer com que o inglês também possa dialogar com outras disciplinas”, afirma. “Nós também estamos trazendo a sala híbrida, e não tem como pensar a tecnologia separada da língua inglesa. Hoje estamos com essa geração que já é familiarizada com esse mundo, com essa linguagem, não tem mais como a escola ficar alheia a essa necessidade (...) A escola está trazendo a tecnologia pra dentro. Os textos que o aluno vai encontrar, em sua maioria, estão em inglês. Como pensar nessa educação? Também sabemos que nossos neurônios se ativam quando pensamos uma nova língua. A escola já tinha duas horas aula de inglês, mas como torná-la um ambiente mais familiarizado com a segunda língua, e garantir que esse aluno seja fluente na escola?”, questiona.



A resposta veio com a International School, após algum tempo de pesquisa por meio do Colégio.  O projeto vem sendo apresentado aos poucos aos pais dos alunos. Nesta quarta-feira (12), os pais de crianças que estão no 4º e 5º ano assistiram a uma pequena palestra com Marcela e Irmã Marluce, em que foi explicado exatamente com funcionará o programa.

Programa bilíngue

É importante entender que a Notre Dame não passa a ser uma escola bilíngue, ela vai implantar um programa de educação bilíngue em sua grade curricular. Qual a diferença? “Numa escola bilíngue, o professor de matemática, história, geografia... vai falar inglês o tempo todo. Nós teremos os professores trabalhando essas disciplinas em português, entretanto o inglês estará, além das cinco horas-aula, também nos projetos interdisciplinares”, explica Irmã Marluce.

Ou seja, diariamente os alunos terão uma hora de aula de inglês, em que, ao invés de aprender a gramática pura e simples, aprenderão a língua por meio de assuntos que são tratados em outras disciplinas. “A gente usa o CLIO, Content Language Integrated Learning, que é o ensino integrado entre linguagem e conteúdo. Então numa mesma unidade estes alunos vão ter atividades em matemática, outras em ciências, outras que são em outras linguagens... não é o ensino do conteúdo, é a utilização de conteúdos. A gente pega alguns componentes do ensino regular e aplica pinceladas utilizando a língua inglesa”, complementa Marcela.

O programa é diferente, também, de escolas de língua, já que os alunos não são separados por níveis. “E eu não tenho que dividir esses alunos por níveis, porque eles aprendem um com o outro. Numa mesma turma, nós temos pessoas que sabem muito de matemática, ciências ou português, e elas interagem. Um dos aspectos mais importantes é essa imersão, de que o aluno vai conviver com essa outra língua de uma maneira muito natural, isso vai começar a se tornar uma cultura da própria instituição”, garante a supervisora.

Daniela Fernanda de Oliviera é uma das mães que estavam na palestra desta quarta (12). Seu filho, que tem dez anos de idade, estuda há dois no Notre Dame, e já está em escolinhas de inglês há três anos. “Eu achei sensacional [a palestra]. Ficou super claro quais são todos os métodos, todas as implementações, e eu acho necessário. Ele [o filho] já faz inglês há três anos, mas mesmo assim eu acho que deveria ter essa língua mais vezes no currículo. Vai ser melhor pro desenvolvimento dele, pra faculdade, e pro trabalho”, afirmou.

Daniela (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

Maria Emília, que é professora universitária e tem uma filha de nove anos de idade, que estuda no 4º ano, comemorou o novo programa. “Eu, particularmente, fico muito feliz porque por um motivo pessoal eu tive que tirar minha filha da escola de inglês, e ela gosta muito. A gente veio de uma geração baby boomer que não tem tanta habilidade e competência na área, e a expectativa da minha filha está até maior que a minha. Eu fiquei muito feliz por ela. A gente sabe da importância... Eu sou professora de graduação, e apanhei no mestrado, no doutorado... então estou bem contente”.

Maria Emília (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

Adaptação

Para se adaptar à nova realidade, o Colégio Notre Dame contratou uma nova coordenadora para a área, que é pedagoga e mestre em linguagens. Além disso, vai contratar também novos professores, e os atuais passarão por testes orais e escritos para serem avaliados.

Irmã Marluce (esq.) e a nova coordenadora do programa bilíngue (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

O corpo docente também fará uma imersão com a International School antes das aulas começarem, e depois que o programa começar, pessoas responsáveis pelo programa virão à escola uma vez por mês.

As aulas de português, por outro lado, não serão negligenciadas. Segundo Irmã Marluce, as horas-aula da língua materna também vão aumentar. “O material da International School é baseado nos parâmetros curriculares da Base Nacional Curricular Comum (ABNCC), ou seja, nas habilidades e competências de cada série, o inglês vai estar junto. Se naquela série, por exemplo, o aluno do maternal vai trabalhar a importância de uma alimentação saudável, o inglês também vai trabalhar com isso. Então o aluno vai trabalhar em duas línguas, se familiarizando de uma forma mais intensa, e dentro do currículo da escola”, finaliza a diretora.

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