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Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Mensalão poderá ter mais novidade com fala de ministros

Da Redação - Julia Munhoz

10 Ago 2012 - 09:00

Foto: Reprodução

Advogado Ulisses Rabaneda

Advogado Ulisses Rabaneda

O advogado Ulisses Rabaneda acredita que só se terá uma idéia de como deve ser dado andamento ao julgamento do Mensalão quando os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começarem a se manifestar sobre os 98 crimes que os 36 réus denunciados pelo Ministério Público são acusados.

No ponto de vista do advogado, enquanto não encerrarem as defesas dos acusados não devem surgir grandes novidades, já que todos têm seguido a mesma linha e contestado a existência de provas.

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“A expectativa maior é para o final das defesas. Quando os ministros começarem a se manifestar que poderemos ter uma noção de como deve caminhar o julgamento”, ponderou Rabaneda, durante entrevista ao Olhar Jurídico.

Diante dessa expectativa, o advogado acredita ainda que o julgamento do Mensalão deve servir de referência no meio jurídico, como vários outros do STF, mas não quanto a condenação e absolvição dos réus e sim no que diz respeito ao posicionamento de cada ministro sobre os crimes imputados aos réus.

“Não é a referência condenatória ou não, mas como cada ministro vai entender a aplicação dos crimes. Isso servirá de referencia sim”, finalizou Rabaneda.

Julgamento do Mensalão

Nessa quinta-feira (09) os ministros do Supremo ouviram cinco advogados que defendem o deputado federal Pedro Henry (PP-MT), do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, de João Cláudio Genu – ex-assessor do deputado José Janene (morto em 2010) e de Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bonus-Banval.

O julgamento terá continuidade nesta sexta-feira (10) com as argumentações de mais cinco advogados, sendo três de acusados ligados ao antigo PL, atual PR, que, segundo a Procuradoria Geral da República, recebeu propina em troca do apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. Além dos advogados de Breno Fischberg, da corretora Bônus-Banval, e Carlos Alberto Quaglia, da corretora Natimar.

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