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Sexta-feira, 10 de abril de 2020

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"STF tem dado resposta ética de que o julgador não é inerte"

Da Redação - Julia Munhoz

15 Ago 2012 - 10:33

Foto: Olhar Jurídico

Corregedor da Procuradoria Geral de Mato Grosso - José Vitor Gargaglione

Corregedor da Procuradoria Geral de Mato Grosso - José Vitor Gargaglione

“O Supremo tem nos dado uma resposta ética de que o julgador não é inerte”. A avaliação é do corregedor da Procuradoria Geral do Estado (PGE), José Victor Gargaglione, quanto aos questionamentos feitos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aos advogados, durantes a fase de defesas do julgamento do Mensalão.

Para o corregedor, apesar do ‘soninho enfrentado por alguns ministros’, eles tem demonstrado interesse na causa. “É fantástico um ministro da mais lata Corte estabelecer no meio do julgamento questionamentos aos advogados. Penso que a intenção é instigá-los e chegar a conclusão do que consta nos autos”, ponderou.

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José Victor já havia avaliado que o julgamento da Ação Penal 470 não se trata do mais importante da história do Judiciário brasileiro, mas sim o mais emblemático devido o número de réus e o envolvimento de políticos. Ele ressalta que os ministros têm adotado uma postura mais técnica. “Não será a força social, mas sim o livre entendimento dos julgadores”.

Julgamento do Mensalão

Nesta quarta-feira (15) será realizada a ultima fase de sustentação oral das defesas dos 38 réus acusados de envolvimento no esquema do Mensalão. As expectativas agora são quanto ao voto do ministro relator, Joaquim Barbosa. Ele informou que seu parecer possui mais de mil páginas e que pretende apresentar um resumo, porém o advogado Márcio Thomaz Bastos já solicitou a leitura integral.

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