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Gilmar Mendes vota por afastamento de Eduardo Cunha: "em um estado de direito não existem soberanos"

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

05 Mai 2016 - 17:00

Foto: Assessoria STF

Gilmar Mendes vota por afastamento de Eduardo Cunha:
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, decidiu por seguir integralmente o voto do relator, Teori Zavascki, pelo deferimento do afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A votação, realizada na tarde desta quinta-feira (05) no tribunal pleno, contou com o voto do ministro mato-grossense, cuja leitura demorou 15 minutos. Em sua voto, Gilmar lembrou que "o que marca o estado de direito é que justamente não existem soberanos".

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Dos 11 ministros votantes, Gilmar Mendes foi o oitavo a tomar sua decisão. Todos os membros da Corte votaram a favor do afastamento de Cunha, atendendo ao pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, apontou o uso do poder, que o cargo de presidente da Câmara conferia à Eduardo Cunha, para atrapalhar as investigações contra ele. Isto é, a Operação Lava Jato e o processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara.

Gilmar Mendes descartou, na leitura de seu voto, qualquer hipótese de interpretação da votação do STF como “interferência” de um poder sobre outro. "O respeito à institucionalidade exige que também haja um respeito por parte dos órgãos e das instituições em relação a esses valores éticos que subjazem ao Estado de Direito", disse.

Mendes concluiu seu voto com uma frase que serve tanto para descartar qualquer suspeita de interferência, quanto como crítica ao próprio deputado Eduardo Cunha, "o que marca o estado de direito é que justamente não existem soberanos".

Gilmar Mendes é natural de Diamantino ( a 137 km de Cuiabá) e é um jurista, magistrado, professor, ex-advogado e constituiu carreira jurídica em Mato Grosso, também já atuou na justiça de Mato Grosso do Sul.

8 comentários

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  • sulamita
    06 Mai 2016 às 15:04

    Com todo respeito que se deve ao Supremo,não há nada que se justifique ferir a Constituição e não respeitar outros poderes constituídos,como a Camara dos Deputados.Somente é soberana a Constituição. Camara dos Deputados.

  • SEBASTIÃO DONIZETTE
    06 Mai 2016 às 10:27

    Isto todo mundo sabia.: enquanto Cunha era o chefe do impeachment ele era intocável (mesmo que tivesse matado a mãe). Agora, ele ainda é muito útil por que seu afastamento (QUE DEVERIA TER OCORRIDO HÁ MUITO TEMPO) vai transparecer IMPARCIALIDADE do STJ!!!

  • Andressa
    06 Mai 2016 às 09:29

    Agora só falta afastar o próprio Gilmar Mendes, vergonha mato-grossense .

  • João batista de oliveira
    05 Mai 2016 às 22:53

    Só riva é soberano pro sr

  • xavier
    05 Mai 2016 às 20:13

    Até que enfim... um voto de Mato Grosso para o Brasil...O país tem que ser muito maior que qualquer "soberano".

  • Mariazinha
    05 Mai 2016 às 18:18

    Usaram o pistoleiro ( Cunha), e o descartaram.

  • Alberto Fugimori
    05 Mai 2016 às 18:02

    Milagre, o que que aconteceu com o nobre Ministro será que ele ficou envergonhado em ser o único a votar contra.

  • valdiney Mendes
    05 Mai 2016 às 17:43

    Não mudaria nada se ele não votasse. A maioria dice sim.

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