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Segunda-feira, 17 de junho de 2019

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Presidente da Ager é acusado de sonegar R$ 45 milhões; Eduardo Moura nega

Da Redação - Jardel P. Arruda

22 Mai 2017 - 16:15

Foto: Lenine Martins

Presidente da Ager é acusado de sonegar R$ 45 milhões; Eduardo Moura nega
A Justiça Federal acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo contra Eduardo Moura, presidente da Agência de Estadual de Regulação (AGER), por sonegações fiscais que teriam gerado uma dívida superior a R$ 45 milhões. Moura, que é dono de uma empresa de agropecuária em São Paulo, por sua vez, nega as acusações.

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“Isso é um fato antigo, de 2005, do qual estou me defendendo. Tenho certeza que não soneguei, nem omiti informações. São questões de interpretações. Como é um fato da minha privada, prefiro não comenta. Se fosse referente a minha vida pública, eu poderia falar mais”, explicou Eduardo Moura.

De acordo com o MPF, a denúncia se baseia em investigação da Receita Federal, que identificou a responsabilidade de Moura e, em 2015, calculou e consolidou a dívida milionária do empresário. O montante envolve valores supostamente sonegados de Imposto de Renda (IRPJ), Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS), além de multas.

A sonegação teria sido feita, em grande parte, através de uma operação supostamente simulada entre a Iramaia e a Kameron Investiments, firma registrada nas Bahamas, que também é controlada por Moura. O MPF afirma que contrato de empréstimo entre as duas companhias foi forjado em 2001 para camuflar a negociação de um grande volume de ações que pertenciam ao empresário.

A transação teria viabilizado a sonegação dos tributos que incidiriam sobre a venda dos papéis na Bolsa de Valores de São Paulo, realizada em 2005, pela empresa paulista. Caso seja condenado, Moura pode pegar de dois a cinco anos de prisão, segundo artigo 1º, inciso I, da Lei nº 8.137/90, que tipifica o crime contra a ordem tributária por omissão de informações ou declaração falsa de dados às autoridades.

6 comentários

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  • Araguaia
    23 Mai 2017 às 12:03

    Cara é empresário no MT, presidente da Assocon Associação Nacional dos Confinadores de Gado, sócio da Marca Agropecuária com várias fazendas no Estado de bovinos e grãos, gerador de emprego e renda, economista por profissão, investidor nato em ações, dono de banco e etc . . . Tem sua residência em Barra do Garças e negócios nas regiões do Araguaia, especialmente Barra, Nova Xavantina e Água Boa. Quando tiverem noticias de desvio de conduta no setor público, atirem as pedras!!!

  • PACHECO
    22 Mai 2017 às 19:34

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  • Lapada
    22 Mai 2017 às 18:02

    Noticia requentada, como diz o presidente da ager, trata-se de situações atinentes a vida empresarial, que está sob júdice e nada tem haver com sua conduta na vida pública.

  • Alencar
    22 Mai 2017 às 17:37

    O quê esse cara vem fazer em Mato Grosso???? Cabide de emprego?????

  • @gnello
    22 Mai 2017 às 16:51

    Amore sconosciuto con levasione fiscale ... PARLARE!

  • Cícero
    22 Mai 2017 às 16:46

    Não bastasse os corruptos do Estado, o governo da transformação importou outros de Estados governados pelo PSDB.

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