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'Grampolândia Pantaneira' ouve delegados acusados de enganar juíza Selma; Taques poderá testemunhar

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

12 Mar 2018 - 10:35

Foto: Rogério Florentino/OlharDireto

Pedro Taques

Pedro Taques

A próxima sexta-feira (16) é a data limite sugerida pela 11ª Vara Criminal de Cuiabá para que o ex-governador do Estado Pedro Taques (PSDB) preste testemunho sobre a ação penal da "Grampolândia Pantaneira", conduzida pelo juiz mediador Murilo Moura Mesquita e pelos coronéis do Conselho de Sentença. 

Na ocasião, também serão ouvidos os delegados Alana Cardoso, Rafael Meneguine e Fernando Vasco Spinelli, diretor da Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso. O processo apura esquema de interceptações ilegais de políticos, advogados e jornalistas pela Polícia Militar do Estado. 

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Conforme os autos, o magistrado ofertou ao govenador as seguintes datas: 02.03.2018 às 8h30, 09.03.2018 às 8h30 , 12.03.2018 às 8h30 e 16.03.2018 às 8h30. Nenhuma das três datas anteriores contaram com a presença do chefe do Executivo Estadual.

Na próxima sexta-feira (16) também poderão ser ouvidos os delegados Alana Cardoso e Rafael Meneguine. Eles foram duramente atacados pelo ex-secretário de Estado de Segurança Rogers Jarbas. Durante testemunho na última sexta-feia (09), ele afirmou que Alana, Meneguine e os delegados Alessandra Saturnino de Souza e Flávio Stringueta agiram de má-fé, forjando a "Operação Querubim" para enganar a juíza da Sétima Vara Criminal Selma Rosane Arruda e investigar o governador do Estado Pedro Taques. A motivação seria "particular" e "política".

"Flávio disse que recebeu uma ligação anônima. É mentira. Disse que a ligação é de orelhão. É fácil esconder informações, basta dizer que a denúncia é anônima. Ele cometeu ilegalidade, enganou a juíza Selma Arruda e passou a me investigar”, afirmou Jarbas.

O ex-secretário acrescenta. "A Operação Querubim foi uma farsa. A intenção do Stringuetta não era proteger o governador, era investigar o governo, pois ele era contra o governo”.

São réus no processo o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa; os coronéis Ronelson Barros e Evandro Lesco, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, coronel Januário Batista; e o cabo Gérson Correa Júnior, o único que ainda permanece detido.

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