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Segunda-feira, 14 de outubro de 2019

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Cães farejadores não detectam entorpecentes em 'pente fino' no CCC ; veja relatório

Da Redação - Paulo Victor Fanaia Teixeira

23 Jul 2018 - 16:41

Foto: TJMT

Relatório obtido por Olhar Jurídico

Relatório obtido por Olhar Jurídico

A inspeção surpresa realizada pelo magistrado Geraldo Fidélis, da Segunda Vara Criminal de Cuiabá (Execuções Penais), nada encontrou de ilícito e irregular, tampouco odor de entorpecente. O relatório, obtido por Olhar Jurídico, foi assinado na tarde desta segunda-feira (23) pelo diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE) Revetrio Francisco da Costa.

O 'pente fino' foi escoltado por agentes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e buscou verificar hipóteses de regalias aos presos. 

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"Ao chegar à Unidade, a Equipe se deslocou até a 'Ala E', onde se encontravam reclusos 06 reeducandos, sendo realizada uma vistoria em toda a cela e não foi encontrado nenhum ilícito e nada de irregular, na cela tinha apenas uma televisão e uma geladeira para uso coletivo", consta do relatório.

Da mesma forma, as vistorias foram feitas em outras duas alas, que recebem hoje 21 reeducandos e presos preventivos.

"Informamos que a Equipe levou também a equipe do Canil da PCE que vistoriou toda unidade e não foi constatado nenhum odor de entorpecentes em toda a unidade", finaliza o documento.

Hoje:
 
Às 9h, o magistrado reuniu-se com o Superintendente do Sistema Penitenciário, João Fernando, e uma equipe da Penitenciária Central do Estado (PCE), comandada pelo diretor Revétrio. 

"Assisti a realização das revistas na Sala de Estado Maior e nas celas e nada, friso, nada foi encontrado, depois de um 'pente fino' realizado, que pudesse entender alguma forma de regalia", avaliou Fidélis. 

Até o final da tarde, relatórios do Diretor do CCC e do responsável pela operação, Diretor da PCE, serão disponibilizados aos juízes que, porventura, se interessem.

"Parabenizo o direto
r e a equipe do CCC pela postura firme no cumprimento de suas atribuições naquela Unidade", concluiu Fidélis.
 
Centro de Custódia da Capital

O  CCC é conhecido por abrigar réus "ilustres", como políticos e empresários. Foi lá que ficou preso por um ano e nove meses o ex-governador Silval Barbosa, além de seus ex-secretários Pedro Nadaf, Marcel Souza de Cursi e o procurador aposentado Chico Lima.

Hoje ocupam celas do CCC o ex-vereador João Emanuel, cumprindo pena, e cumprindo prisão preventiva, o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques e seu irmão, o advogado Pedro Taques. É lá onde também passa suas noites desde 09 de maio o deputado Mauro Savi e o empresário José Kobori. Estes quatro pela "Operação Bônus", que apura esquema de desvios no Detran-MT.

1 comentário

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  • Luis Antônio Siqueira Campos
    23 Jul 2018 às 22:09

    Lógico, foi avisado antes.

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