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Domingo, 18 de agosto de 2019

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Ex-presidente da Ager é condenado por sonegação tributária; dívida ultrapassa R$ 45 mi

Da Redação - Vinicius Mendes

20 Ago 2018 - 14:38

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Ex-presidente da Ager é condenado por sonegação tributária; dívida ultrapassa R$ 45 mi
O empresário Eduardo Alves de Moura, ex-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager/MT), foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) e condenado a três anos de prisão por sonegações fiscais que geraram uma dívida superior a R$ 45 milhões.

A 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo converteu a pena de reclusão em prestação de serviços comunitários e pagamento de 50 salários mínimos.
 
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Moura é sócio-administrador da Iramaia Agropecuária, empresa sediada na capital paulista que deixou de pagar diversos tributos em 2005 a partir de movimentações financeiras irregulares e omissões nos registros contábeis.
 
A denúncia do MPF baseou-se em investigação da Receita Federal, que identificou a responsabilidade de Moura e, em 2015, calculou e consolidou a dívida milionária. O montante envolve valores sonegados de Imposto de Renda (IRPJ), Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS), além de multas.
 
Grande parte dos impostos suprimidos teve origem em uma operação simulada entre a Iramaia e a Kameron Investiments, firma registrada nas Bahamas que também é controlada por Moura.

Um contrato de empréstimo entre as duas companhias foi forjado em 2001 para camuflar a negociação de um grande volume de ações que pertenciam ao empresário.
 
A transação viabilizou a sonegação dos tributos que incidiriam sobre a venda dos papéis na Bolsa de Valores de São Paulo, realizada em 2005 pela empresa paulista. A contabilidade da Iramaia naquele ano apresenta informações irregulares sobre as operações e não traz registros de lucros, juros ou dividendos obtidos.

Outro lado

O Olhar Jurídico entrou em contato com Eduardo Alves de Moura e ele limitou-se a dizer: "eu estou discutindo isso na Justiça e vou recorrer".

5 comentários

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  • Imposto pago retorno zero
    28 Set 2018 às 18:36

    IMPOSTO É UMA OBRIGAÇÃO E IMPOSIÇÃO DOS GOVERNOS É ALTO É INJUSTO MAIS É OBRIGAÇÃO, E REVOLTANTE TAMBÉM SABER QUE VAI SER DESVIADO,PORQUE NÃO HÁ TRANSPARÊNCIA, E AGENTE NÃO VÊ PUNIÇÃO VÊ CORRUPÇÃO ,FRAUDES E IMPUNIDADE,ENTÃO É UM MASSACRE MESMO !!

  • Roberto rezende
    21 Ago 2018 às 14:55

    PEDRO TACA, NAO PERDOA QUEM ABANDONA ELE,NA OPERAÇÃO BAIANO MENTIRA TÁ NA LISTA!!

  • Rute Alvarenga Batista
    20 Ago 2018 às 22:54

    Mexem muito no relógio pra sair na frente, isso configura fake news...

  • Hélio
    20 Ago 2018 às 19:21

    Incrível, os cagos públicos ocupados por diversos políticos e até por técnicos servem para beneficiar senão os próprios, mas muitos dos seus amigos e apaniguados. Esse é um exemplo típico, sócio de empresas nas Bahamas, nomeado presidente da AGER.

  • Critico
    20 Ago 2018 às 16:11

    Essa condenação e fomentar a corrupcao.

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