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Quinta-feira, 20 de junho de 2019

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'Se eu não agir, daqui a pouco outros se acham no direito', diz Silval sobre ação contra Gallo

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

21 Abr 2019 - 10:01

Foto: Rogério Florentino /Olhar Direto

'Se eu não agir, daqui a pouco outros se acham no direito', diz Silval sobre ação contra Gallo
Cumprindo prisão domiciliar, na cidade de Matupá, no interior do Estado, o ex-governador Silval Barbosa, que esteve na capital na última semana para participar de uma audiência, comentou sobre uma ação que move na justiça em que pede uma retratação ao atual secretário de Fazenda, Rogério Gallo, por declarações que podem, em seu entendimento, incitar a violência.

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“Não é uma ação, é só para ele se manifestar. Nós entendemos que foi uma incitação à violência, ao falar que tem que me pendurar em praça pública e tal. Não é esse conceito que tenho do secretário, não é nada. Não estou pedindo reparação, só para se justificar, se retratar sobre aquilo. Não tenho nada contra ele, só acho que se eu não agir, daqui a pouco outros se acham no direito”, explicou o ex-chefe do Executivo.

A ação, em questão se trata de uma interpelação feita por Silval, que acusa o secretário de calúnia e atentado contra sua honra. No documento em que a defesa do ex-governador encaminhou ao a justiça, é citado que Gallo fez declarações de que Barbosa tinha que ser ‘dependurado em praça pública, para que todos que por ali passassem, reconhecessem nele o cara que desestabilizou profundamente o Estado de Mato Grosso’.

O Tribunal de Justiça, no entanto, extinguiu o processo, por meio de decisão do desembargador Pedro Sakamoto no último dia 15 de fevereiro.

“Interpelação judicial é medida cautelar preparatória e facultativa para o oferecimento de queixa, e tal instrumento é vocacionado à obtenção de esclarecimentos na hipótese em que o interpelante tenha dúvida acerca do caráter calunioso, difamatório ou injurioso da manifestação do interpelado ou ainda quando aquele não tiver certeza sobre quem teria sido o alvo da suposta ofensa. Na espécie, verifica-se que inexiste equivocidade por parte do interpelante, porquanto este, na própria peça vestibular, alega ter se sentido ofendido em suas honras objetiva e subjetiva pelo pronunciamento atribuído ao interpelado, dos quais diz inferir delitos de difamação e injúria”, escreveu o desembargador.

Apesar da extinção da ação, foi mantido o envio do processo ao MPE para apurar se houve incitação a um crime contra Silval Barbosa.

8 comentários

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  • Diego
    22 Abr 2019 às 15:13

    É pra acabar mesmo! De fato, o crime compensa no Brasil!

  • Welber
    22 Abr 2019 às 10:07

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  • Claudio Coelho Barreto Junior
    22 Abr 2019 às 10:06

    SE FOR PARA FAZER COMO O GALO EM INCENTIVAR O ENFORCAMENTO EM PRAÇA PÚBLICA DE LADRÃO, VAI FALTAR ARVORE PARA DEPENDURAR POLÍTICOS, EMPRESÁRIOS, AUTÔNOMOS, PROFISSIONAIS LIBERAIS E AFINS. TOLERÂNCIA ZERO A TODO E QUALQUER DESCUMPRIMENTO DE LEIS. CRIME É CRIME.

  • Daniel
    22 Abr 2019 às 09:28

    Como diria o COMPADRE WASHINGTON do grupo é o Tchan: " Sabe de nada, inocente Tô te falando Sabe de nada, inocente Tá vacilando Sabe de nada, inocente".

  • ZE NINGUEM
    22 Abr 2019 às 07:39

    A FOTO REFLETE MEU PENSAMENTO SOBRE ESSE CIDADAO. COMPARTILHAMENTO VERMELHO AO LADO ESQUERDO.

  • Luciano
    21 Abr 2019 às 13:54

    Só no Brasil onde condenados buscam por respeito a sua honra na justiça, incrível isso. Tapa na cara da sociedade

  • Ângelo
    21 Abr 2019 às 10:56

    Tá de brincadeira, Silval?

  • Ananda
    21 Abr 2019 às 10:43

    Tá certo o Silval, tem q exigir o que acha de direito. Primeiro que ele não roubou sozinho. Cadê o resto da galera que se beneficiou com os desvios. Pra fazer gastos, tem tce, assembleia e ainda mp pra ficar de olho. Pra piorar, Silval ainda pegou uma pena super leve. Na minha humilde opinião, foi mal julgado, tinha que pegar uma pena maior e devolver muito mais dinheiro ao erário. Aí, a senadora tem mandato cassado e falam que ela é inocente. Então, os condenados por ela tb podem se dizer inocentes ou só ela é uma condenada inocente? Muito complicado este MT.

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