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Quinta-feira, 22 de agosto de 2019

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Perito que assinou laudo de aluno bombeiro é intimado para prestar esclarecimentos

Da Redação - Fabiana Mendes

23 Abr 2019 - 16:53

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Perito que assinou laudo de aluno bombeiro é intimado para prestar esclarecimentos
O juiz Marcos Faleiros da 11ª da Justiça Militar solicitou que o perito Dionísio José Bochese compareça ao Fórum de Cuiabá, para prestar esclarecimentos. Ele assinou o laudo da morte de Rodrigo Claro, em 2016, que aponta que a vítima morreu em decorrência de uma hemorragia cerebral de causa natural.

Em audiência, ele deverá responder se a morte do aluno bombeiro está ligada ao treinamento na Lagoa Trevisan aplicado pela tenente Izadora Ledur de Souza Dechamps, denunciada pela morte de Rodrigo. O pedido foi feito nesta segunda-feira (22), mas ainda não há definição de data.

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No laudo emitido em 14 de dezembro de 2016 são feitas quatro perguntas ao perito. As duas primeiras questionam se houve morte e por qual motivo. As duas últimas questionam qual instrumento ou meio causou a morte, e se ela foi produzida com o emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura, ou meio cruel. Na terceira ele responde que o óbito foi causado por meio biodinâmico. Para o último questionamento ele responde apenas “não”.

A próxima audiência está agendada para o dia 30 deste mês e outras duas testemunhas de defesa devem ser ouvidas. Inicialmente Ledur seria interrogada nesta data. Entretanto, por conta da extensão dos depoimentos, a oitiva deverá ser reagendada. A expectativa do magistrado é de que o julgamento aconteça ainda neste ano.

O caso

Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e faleceu por volta de 1h40 do dia 16 de novembro de 2016. Ele teria sido dispensado no final do treinamento do curso dos bombeiros, após reclamar de dores na cabeça e exaustão. O jovem teria passado por sessões de afogamento e agressões por parte da tenente Izadora ledur.

O Corpo de Bombeiros informou que já no Batalhão ele teria se queixado das dores e foi levado para a policlínica em frente à instituição. Ali, sofreu duas convulsões e foi encaminhado em estado crítico ao Jardim Cuiabá, onde permaneceu internado em coma, mas acabou falecendo.

O corpo de Rodrigo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, mas análise preliminares não apontaram a real causa da morte e por isso exames complementares foram realizados, de acordo com a perícia criminal.

3 comentários

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  • JOSE ARACI
    24 Abr 2019 às 14:33

    Sempre o doctor toma as melhores decisões,vamos ver se nesse caso ele acerta mais uma vez

  • Willian
    24 Abr 2019 às 09:21

    Expectativa é de que o julgamento aconteça "ainda esse ano"? Como assim? Que a justiça é lenta, já sabemos, mais aí já é demais. Muito embora, já temos uma noção do resultado, infelizmente.

  • Bugre
    23 Abr 2019 às 21:14

    Mídia comunista tentando culpar a militar pela morte do rapaz.

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