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Quinta-feira, 20 de junho de 2019

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Suspensa indisponibilidade de 8 imóveis de empresário envolvido em esquema de R$ 38 mi

Da Redação - Vinicius Mendes

17 Mai 2019 - 10:49

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Suspensa indisponibilidade de 8 imóveis de empresário envolvido em esquema de R$ 38 mi
A juíza Danila Gonçalves de Almeida, da Justiça Federal de Barra do Garças, determinou a baixa da indisponibilidade de oito imóveis do empresário Antônio Cesara Silveira, conhecido como César da Silgran, acusado de envolvimento em um esquema de superfaturamento de obras em seis municípios de Mato Grosso, com dano avaliado em R$ 38 milhões. Ele havia sido preso na “Operação Atlântida”, deflagrada em novembro de 2010.
 
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A decisão foi publicada no Diário de Justiça do TRF desta sexta-feira (17). A magistrada determinou que sejam oficiados os respectivos "Cartórios do Registro de Imóveis para baixa da indisponibilidade das matrículas nº 26.793, nº 27.213, nº 47.573, 1.947, nº 28.918, nº TR 50059, nº 11.140, nº 12.420 e nº 18.222, todas de imóveis referentes ao investigado Antônio Cesara Silveira”. Em 2011 o TRF já havia desbloqueado as contas bancárias do empresário.
 
A operação
 
Servidores públicos municipais, estaduais, federais e empreiteiros foram presos no dia 19 de novembro de 2010, pela Polícia Federal (PF), no Vale do Araguaia, na Operação Atlântida, sob acusação de fraudes em licitação.
 
A PF avaliou que o rombo tenha chegado a R$ 38 milhões. Tudo por conta da combinação de resultados de licitações e superfaturamento de obras principalmente em Barra do Garças e nos municípios de Canarana, Novo São Joaquim, Campinápolis, Ribeirãozinho e Pontal do Araguaia.
 
Através de escutas telefônicas a PF chegou a 26 acusados, sendo 12 em Barra do Garças. Entre eles estão o ex-secretário de Obras de Barra do Garças César Magrini; o sócio-proprietário da empreiteira Silgran Construções, Antônio Cesara Silveira; e o empreiteiro Luiz Antônio Jacomini, suposto proprietário da Conspavi e Assecon, citado na investigação como articular do grupo de empreiteiros.
 
O crime consistia em ‘combinar’ resultados nas licitações com a conivência de servidores públicos da Secretaria de Infraestrutura, Caixa Econômica Federal e das prefeituras.
 
Antônio Cesara Silveira foi apontado como o maior beneficiado das fraudes. Ele teria vencido quase todas as licitações de asfalto na gestão do prefeito Wanderlei Farias e foram encontrados indícios de superfaturamento no asfalto realizado pela empresa dele, conforme apuração do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que suspendeu alguns contratos da empresa junto à prefeitura.

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