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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Juiz vê atraso em perícia e suspende audiência de processo por sonegação de R$ 140 milhões

Da Redação - Arthur Santos da Silva

20 Mai 2019 - 11:49

Foto: TJMT

Juiz Jorge Tadeu

Juiz Jorge Tadeu

O juiz Jorge Tadeu, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, acatou pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPE) e determinou a suspensão das audiências previstas em processo da Operação Crédito Podre, caso que julga sonegação de R$ 140 milhões. Instrução estava marcada para esta segunda-feira (20)
 
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O pedido do MPE ocorreu por meio do Núcleo de Defesa da Administração Pública e da Ordem Tributária de Cuiabá e leva em conta as dificuldades para realização de perícias nos materiais apreendidos. Foram suspensas audiências marcadas para os dias 20, 22, 29 e 31 de maio.

Denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os investigados na Operação Crédito Podre foi recebida pelo juiz da Sétima Vara Criminal em janeiro de 2018.
 
Tornaram-se réus na ação Wagner Florêncio Pimentel, Almir Cândido de Figueiredo, Rivaldo Alves da Cunha, Paulo Serafim da Silva, Kamil Costa de Paula, Evandro Teixeira de Rezende, Paulo Pereira da Silva, Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Theo Marlon Medina, Cloves Conceição Silva, Paulo Henrique Alves Ferreira, Jean Carlos Lara, Rinaldo Batista Ferreira Júnior, Rogério Rocha Delmindo, Neusa Lagemann de Campos, Keila Catarina de Paula e Alysson de Souza Figueiredo.

Wagner Florêncio Pimentel foi assassinado em fevereiro de 2018 no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. Há suspeita de que o crime ocorreu para concretizar um “queima de arquivo”. O homicídio está sendo investigado.

Na denúncia, o MPE cita que o grupo tinha uma estrutura hierárquica preestabelecida e divisão de tarefas para a prática de crimes de falsidade ideológica de documento público e documento particular, uso indevido de selo público verdadeiro, falsa identidade, coação no curso do processo e ameaça.

A operação Crédito Podre foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil em dezembro do ano passado. Segundo investigações, no mínimo vinte empresas fantasmas ou de fachadas teriam sido utilizadas no esquema que teria sonegado mais de R$ 140 milhões do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado.

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