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Terça-feira, 18 de junho de 2019

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Feminicídio com cabo de energia choca investigador: ‘umas das cenas mais terríveis que vi’

Da Redação - Vinicius Mendes

23 Mai 2019 - 14:30

Foto: Rogério Florentino / OD / Reprodução

Feminicídio com cabo de energia choca investigador: ‘umas das cenas mais terríveis que vi’
O investigador da Polícia Civil Eduardo Bittencourt foi uma das testemunhas ouvidas nesta quinta-feira (23), no julgamento de Welington Fabrício de Amorim Couto, pela morte da ex-namorada, Dineia Batista Rosa. O policial atuou diretamente na investigação e afirmou que durante o tempo que trabalhou na Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) a cena do crime onde Dineia foi encontrada foi uma das mais terríveis que viu, tamanha a crueldade do assassino.
 
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O julgamento de Wellington, no Tribunal do Júri, foi iniciado por volta das 9h no Fórum de Cuiabá. A primeira testemunha ouvida foi o investigador da Polícia Civil, Eduardo Bittencourt, que na época do assassinato de Dineia atuava na DHPP.
 
O policial contou que o histórico de Wellington é de prática de violência doméstica. No período de um ano a vítima registrou pelo menos quatro boletins de ocorrências contra o réu, relatando agressões, xingamentos e perseguições no trabalho e faculdade. Nestes boletins a vítima cita que o réu dizia que era o dono dela. De acordo com o testemunho, o crime foi motivado por vingança.
 
“Ela fez um pedido de medida protetiva, que foi atendido. O réu teve um mandado de prisão expedido, mas não foi cumprido, talvez por falha no judiciário, porque ele esteve no Fórum, respondia pelo assassinato de uma outra ex, mas não foi preso. Um tempo depois dessa audiência no Fórum ele matou a Dineia. Ele disse que queria se vingar, porque segundo ele a Dineia queria destruir a sua vida, com a medida protetiva e o mandado, porque ele perdeu o emprego, então utilizou-se dessa motivação, por vingança”, disse o investigador.
 
No dia do crime, Wellington teria dito a Dineia que iria ajudá-la a limpar a casa nova da mãe dela. Aproveitando-se da confiança da vítima ele a assassinou, utilizando um cabo de energia elétrica e golpes com tijolo. Wellington já havia sido preso anteriormente, pelo assassinato de sua ex-mulher, no qual também utilizou o cabo de energia.
 
“Foi o mesmo modus operandi do primeiro crime, matou a ex-mulher da mesma maneira, então ele já sabia como iria matar a Dineia. [...] Ele deu uma ‘gravata’ vítima, foi empurrando ela pra dentro da casa, utilizou um fio de energia que levava no bolso, que levou já pensando na vingança, planejando cometer o crime. Ele foi a levando para o banheiro, quando ela estava no chão ele deu murros e golpes com um pedaço de tijolo”, narrou o policial.
 
A cena que encontrou ao chegar ao local do crime foi chocante para o investigador. “Nos dois anos que trabalhei na DHPP, foi umas das cenas mais terríveis que vi na vida, tamanha a crueldade do réu ao cometer o crime”, disse.
 
A mãe e o filho de Dineia encontraram Welington ensanguentado, fora da residência. Preocupada, a genitora Terezinha Pinto da Silva ligou para o filho Ednei da Silva Rosa e contou o ocorrido. Ao chegar no local, o irmão encontrou a vítima já falecida.
 
O acusado fugiu, mas foi preso em flagrante e confessou o crime. Em março de 2018 foi pronunciado e encaminhado para julgamento pelo Tribunal do Júri. Atualmente Welington está preso preventivamente no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

2 comentários

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  • Gilberto Prado
    24 Mai 2019 às 09:25

    Até quando vamos ouvir relatos dessa forma, tudo no Brasil é obsoleto. Tem que haver pena de morte não interessa neste contexto direito humanos ele tirou a vida de uma mulher de forma cruel. Tem que pagar " lei de taliao " olho por olho dente por dente. Pronto

  • Ambrósio
    23 Mai 2019 às 22:04

    Se não fosse as progressões de pena e os direitos dos manos essa jovem poderia estar viva. Se ele ceifou o direito dessa jovem de viver, por quê ele tem esse direito? Ainda mas ele um assassino COSTUMAZ. O Brasil tem que repensar suas Leis e adorar a pena de morte para casos gravíssimos como esse. Os impostos pagos pelo contribuinte para sustentar um VERME desse no presídio é inaceitável. " Desculpe ao verme por comparalo a um ser desse".

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