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Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

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Presidente do TJ diz que não há o que fazer pela segurança de magistrados contra invasões de celular

Da Redação - Vinicius Mendes

11 Jun 2019 - 14:10

Foto: Reprodução

Presidente do TJ diz que não há o que fazer pela segurança de magistrados contra invasões de celular
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, afirmou que não há muito o que se fazer, no âmbito estadual e até federal, para garantir aos magistrados a segurança contra ataques e invasões de hackers. Ele reforçou que o que o TJMT tem feito é investimentos para melhorar a segurança nos fóruns no Estado.
 
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No último domingo (9) o site The Intercept Brasil publicou reportagens sobre diálogos vazados que seriam entre o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Algumas entidades atribuíram os vazamentos a ataques de hackers, a membros do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário.
 
O presidente do TJMT, Carlos Alberto Alves da Rocha, afirmou que há muita dificuldade para garantir a segurança de magistrados contra este tipo de ataques. Ele disse que o que o TJ tem feito é investido na segurança física dos juízes e desembargadores.
 
Em Mato Grosso, alguns magistrados andam acompanhados com profissionais de segurança. Os detalhes, obviamente, não são divulgados. Porém, sobre a proteção contra ataques digitais, o desembargador não vê um bom cenário.
 
“Tem coisas que não há segurança de Tribunal, seja Estadual ou Federal, que consiga fazer. Como foi feito isso [com o ex-juiz Sérgio Moro] não tenho conhecimento, agora nós temos feito a segurança do magistrado. A segurança de celular, de conversas, isso fica mais difícil, nós temos feito a segurança dentro dos fóruns, não só para o magistrado, mas para a população em geral que frequenta estes espaços”.
 
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) foi uma das entidades que consideraram os ataques de hackers ao ex-juiz Sérgio moro e aos membros do Ministério Público Federal. O presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, repudiou os ataques.
 
“Nós repudiamos, primeiro, toda e qualquer invasão de privacidade, que é direito inalienável para a Ordem dos Advogados do Brasil, ainda mais de autoridades. Isso coloca em cheque a segurança institucional, então nós queremos uma apuração rigorosa sobre estes fatos da invasão dos celulares, tanto do procurador como do ex-juiz”, disse.
 
Leonardo afirmou que a OAB Mato grosso subscreveu a nota do Conselho Federal da OAB, que entre outras coisas, recomendava o afastamento dos envolvidos no caso. O presidente da OAB-MT classificou como “promiscuidade” a relação entre Moro e Dallagnol, reveladas pelos vazamentos.
 
“Num segundo momento, se verídica a conversa, outro plano de investigação a cerca dessa, faço minhas as palavras do Ulisses Rabaneda, ‘promiscuidade’ da relação com um membro do Poder Judiciário, que tem por dever constitucional ser imparcial e manter um posicionamento equidistante dos demais atores do processo para que não se contamine e aplique o direito de forma imparcial. Uma relação promíscua com o procurador da República, inclusive combinando operação, escolhendo seu promotor favorito, aí por óbvio a Ordem não pode, em nome do Estado de Direito do devido processo legal, concordar”.
 
O advogado Ulisses Rabaneda, membro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, propôs o afastamento foi apoiado de forma unânime pelos outros 80 membros do conselho. Seu posicionamento serviu como base da nota pública divulgada após evento.
 
Sobre o teor das conversas, ele disse que “Demonstra algo que o advogado que atua na comarca mais distante do nosso país reclama diariamente. Esta promiscuidade na atuação entre acusador e julgador que afeta diariamente o exercício da advocacia e o direito do cidadão. Isto vem a tona através do mais alto escalão do poder da República. Coisa que é denunciada na mais longínqua comarca do nosso país”.

1 comentário

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  • ERNANI ALVES DE SOUZA JUNIOR
    12 Jun 2019 às 06:30

    Lógico que tem, estão sendo assessorados errado.

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