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Segunda-feira, 22 de julho de 2019

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“Não vejo parcialidade alguma; as provas passaram pelo devido processo legal”, diz procurador sobre ‘Vaza Jato’

Da Redação - Vinicius Mendes

16 Jun 2019 - 08:30

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

“Não vejo parcialidade alguma; as provas passaram pelo devido processo legal”, diz procurador sobre ‘Vaza Jato’
O procurador de Justiça Paulo Prado, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), disse que não viu parcialidade na conversa entre o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Para ele, como os Tribunais superiores não reverteram a decisão de primeira instância, não há o que se questionar sobre a maneira como o processo foi conduzido.
 
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No último domingo (9) o site The Intercept Brasil publicou reportagens sobre diálogos vazados que seriam entre o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Os dois compartilham informações sobre o processo que culminou na condenação, entre outros, do ex-presidente Lula. Os dois dão conselhos e recomendações sobre os próximos passos do processo.
 
Os diálogos entre moro causaram discussões entre defensores e opositores. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) classificou como “promiscuidade” a relação entre Moro e Dallagnol, reveladas pelos vazamentos. Já o procurador Paulo Prado, o diálogo não invalida as provas.
 
“Em primeiro lugar eu quero enaltecer todo o trabalho que o cidadão, ex-juiz e ministro Sérgio Moro fez em prol do povo brasileiro. Foram 142 ou mais réus condenados, e os Tribunais mantiveram. Quando você oferece uma denúncia contra alguém, esta denúncia tem produção de provas, estas provas são amplamente debatidas e questionadas, testemunhas são ouvidas, então o diálogo existente não tem o poder de condenar ninguém, a condenação de alguém passa por um amplo processo”, disse o procurador.
 
O membro do Ministério Público também não viu com estranheza a relação entre Moro e Dallagnol. Ele afirmou que é normal juízes conversarem com o MP e até mesmo com os réus.
 
“Um juiz conversar com o membro do Ministério Público, ou com advogados, isso acontece, ele conversa com o delegado, conversa com o réu. Agora, este mero diálogo não condena ninguém, porque existem provas. Nós não podemos agora, em razão de um ato criminoso de invasão, onde ninguém sabe se são verdadeiros ou não como estes textos estão sendo colocados, descaracterizar um trabalho que só honra a magistratura brasileira”.
 
Sobre as alegações de parcialidade por parte de Moro, em decorrência das recomendações feitas, o procurador defendeu que, novamente, as provas demonstram que não houve erro.
 
“Não vejo parcialidade alguma porque estas provas passaram pelo devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório, e confirmadas por Tribunais Superiores. E porque confirmaram? Porque as provas são contundentes. Agora, existe bandido e não bandido, está confirmado que 142 foram condenados e R$ 1 bilhão recuperado, não foi dinheiro de faz de conta”, disse o procurador Paulo Prado.
 
“Entre o magistrado que condenou mais de 140 pessoas, que repatriou mais de R$ 1 bilhão, e criminosos confessos serem postos em liberdade, com delação premiada, cujos Tribunais Superiores mantiveram a condenação, eu não entro nessa”, finalizou.

28 comentários

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  • manolo
    17 Jun 2019 às 09:54

    Falando em cartas de crédito, quer dizer, na plutocracia que julgar estar a legitimação no mero procedimento...sigam, acabarão com a república e o estado democrático de direito e, ao final, com os próprios subsídios e aí, pobres para além de pobres de espírito, experimentarão o purgatório da patuleia que morre para garantira a fartura e a torpeza de uma minoria concursada que escreve testo e conge, ta aí o grau e a classe dos príncipes da república, que viraram monstros pela via da promiscuidade judiciária...

  • walter liz
    17 Jun 2019 às 09:47

    dialogos divulgados obtidos de forma obscura, hakers, tudo na ilegalidade. conteudos que podem (e a meu ver foram manipulados) quem pode afirmar ao contrario ? tudo isso parece uma orquestração dos braços corruptos para atingir MORO, o curioso que estes que já julgam pelo que foi e esta sendo divulgado, são os mesmos que gritaram quando durante as investigações primeiro se discutia se gravações eram legais ou ilegais, agora não consideram essa possibilidade, sintese FERRO nos corruptos o resto é mimimi

  • Jr
    17 Jun 2019 às 09:22

    Com esse Ministério Público , tem como acreditar na justiça e na democracia? Tem como acreditar na imparcialidade no trabalho desse cidadão, servidor público? Dá para levar a sério depois dessas afirmações?

  • Noublas
    17 Jun 2019 às 09:14

    O choro é livre. Moro salvou o Brasil de virar uma Venezuela. Lula tá preso e tomara que não saia tão cedo.

  • Antonío carlos
    17 Jun 2019 às 08:16

    Condenado por unanimidsde pelo TRF4 que leu todas as 250 mil páginas do processo em 6 dias. ORA FAÇA -ME O FAVOR! nosso povo acredita em conto da carochinha.

  • Zé Brumado
    17 Jun 2019 às 08:06

    Corretamente Gilberto. Vejo comentários aqui de pessoas que não viram, não leram ou não entenderam as mensagens trocadas entre Moro e o Dellagnol, que foram estritamente profissionais e concernentes aos cargos de ambos. Tudo dentro da maior legalidade possível. Agora, quem autorizou o grampo? Fez de forma legal?

  • Bea
    17 Jun 2019 às 06:21

    Se um promotor acha certo desvirtuar a constituição é concorda q o MP seja subordinado a um juiz parcial, aí perguntamos pq pagar tão bem a uma justiça q não respeita o contraditório e ao devido processo legal? Pagamos um judiciário caro para q sejamos feitos de palhaços já q todos agem em conluio? Imagina nos fórum do interior o grau da nossa "justiça "

  • Luiz
    16 Jun 2019 às 22:39

    Infelizmente e assim que funciona a justiça de sinédrio e demais instituições dos poderes constituídos brasileiro, tão se lixando com nossas opiniões, nesse momento estão tramando ou sendo corrompidos pra projudicar ou condenar um inocente neste país das impunidades, mas coisa é bacana em tudo essa Parafernalha que não existem crime perfeito, provaram do próprio veneno e a verdade veio a tona, ao contrário dos seu julgamento, que seja julgado conforme a lei e de seus direitos instituído garantidos no artigo 5 da constituição de for culpados que pague pelos seus crimes. O resto é só piada

  • NOE MONTEIRO DE BARROS
    16 Jun 2019 às 21:18

    Lula foi condenado por um Juiz de 1ª instância, teve sua aumentada por três juízes de 2ª instância, teve um Habeas Corpus negado por cinco Ministros do STJ e teve seu Habeas Corpus negado por seis Ministros do STF. Se você acha que entende mais de direito do que quinze juízes juntos, então corre para o próximo concurso, pois você é o gênio perdido do direito brasileiro.

  • Josiane Malinowski
    16 Jun 2019 às 19:34

    Vinicius de Moraes uma vez viu um mendigo sodomizando outro e filosofou que Brasil é único país que pobre ferra pobre. Lula fez tanto e os ingratos viraram as costas acreditando nas mentiras contra ele. Moro deveria sim ser exonerado e investigado.

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