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Terça-feira, 19 de novembro de 2019

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Juiz ouve 16 militares no processo sobre assassinato do tenente Scheifer

Da Redação - Vinicius Mendes

17 Jun 2019 - 14:30

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Juiz ouve 16 militares no processo sobre assassinato do tenente Scheifer
O juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, deve ouvir nesta segunda-feira (17) 16 militares arrolados como testemunhas no processo sobre o homicídio do tenente Carlos Henrique Scheifer, ocorrido em maio de 2017, no distrito de União do Norte, a 700 km de Cuiabá. Os três réus, os policiais militares Lucélio Gomes Jacinto, Joailton Lopes de Amorim e Werney Cavalcante Jovino, também foram intimados.
 
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As 16 testemunhas foram arroladas pela defesa dos três policiais militares réus. No último dia 20 de maio o Comandante Geral da Polícia Militar foi notificado sobre a intimação deles, e que deveriam comparecer à audiência desta segunda-feira (17). Além das testemunhas, também foram intimados os réus sargento Amorim, cabo Jacinto e cabo Jovino.
 
Na sessão, além dos eventos do dia da morte do militar, também deve ser abordado o caso no qual o tenente Carlos Henrique Paschiotto Scheifer relatou a seus superiores suposto abuso cometido pelo cabo da PM Lucélio Gomes Jacinto, dois dias antes de ser morto por disparo feito pela arma de Jacinto.
 
Os relatos
 
As cinco testemunhas ouvidas no último mês de abril relataram o cenário em que se deu a morte de Scheifer. A equipe do Bope, integrada pelos militares Lucélio Gomes Jacinto, Joailton Lopes de Amorim, Werney Cavalcante Jovino e chefiada por Carlos Henrique Scheifer, teria ido ao distrito de União do Norte, próximo a Peixoto do Azevedo (695 km de Cuiabá), em maio de 2017, para atuar em uma operação contra uma quadrilha de roubos a banco, na modalidade novo cangaço.
 
De acordo com os relatos, a equipe de Scheifer foi de aeronave até a localidade e pouco depois que chegou teria recebido informações, de um suspeito que foi abordado em um posto de gasolina, sobre o local onde estariam alguns dos membros da quadrilha.
 
A equipe de Scheifer teria ido até esta residência informada e lá teriam realizado a abordagem que resultou na morte de Marconi Souza Santos, isso por volta do meio-dia. Jacinto teria sido o autor do disparo que matou Marconi, justificando que o suspeito estaria armado.
 
Segundo o tenente Herbe Rodrigues da Silva, que testemunhou, uma arma foi encontrada do lado de dentro da casa, nos fundos, enquanto o corpo de Marconi teria sido encontrado do outro lado do muro, fora da propriedade. Herbe disse que ele próprio entregou a arma a Scheifer.
 
Outras equipes da Polícia Militar, de regiões próximas, foram acionadas para dar apoio a esta operação. O soldado Vizentin, que auxiliava no recolhimento dos materiais abordados, disse à Justiça que teria visto o cabo Jacinto andando de um lado para o outro, nervoso, e dizendo “este tenente é muito legalista”, se referindo a Scheifer.
 
Os policiais localizaram um veículo, que seria dos suspeitos, que foi abandonado em uma região de mata. Já no período da tarde, a equipe do tenente-coronel Jonas Puziol foi juntamente com a equipe de Scheifer até o local onde estava o veículo, e lá Scheifer teria pedido a ele que fosse embora do local e levasse a viatura do Bope, na tentativa de simular para os bandidos que a polícia teria deixado o local.
 
Momentos mais tarde os policiais da região começaram a receber por rádio a informação de que um policiai estava ferido, e pediam informações sobre o hospital mais próximo. De acordo com as testemunhas, Scheifer teria chegado ainda com vida ao hospital, em Matupá, mas logo veio a óbito.
 
Em seu depoimento o sargento Antônio João da Silva Ribeiro teria dito que, no hospital, os três membros do Bope teriam ido sozinhos a uma sala, onde conversaram. Ele disse que os três aparentavam estar abalados, mas quando tentou se aproximar, para saber como se deu a morte de Scheifer, Jacinto teria dito para que ele se afastasse.
 
Os integrantes do Bope então teriam inventado a versão de que Scheifer teria morrido pelo tiro de um suspeito, o que foi desmentido depois pela perícia. Os policiais militares ouvidos ainda relataram que eram impedidos de ir ao local onde Scheifer morreu, por outros membros do Bope que já estavam no local, por que seria uma região de risco. Os militares que foram ouvidos ontem também disseram que desde o início desconfiavam da versão dada pelos três policiais do Bope.

5 comentários

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  • Lo
    18 Jul 2019 às 09:11

    Indignada!!!!!!! Me revolta ver esse caso se arrastando até hoje. Além de ter que engolir a covardia desses caras que não merecem vestir a farda, ainda temos que ser feitos de besta com a incompetência da justiça que parece estar do lado desses assassinos. Enfim!! Espero não que nossa segurança publica não permita esse tipo de bandido entre ela!

  • População
    18 Jun 2019 às 09:40

    Que seja feita justiça!! Se o Carlos foi morto por fazer o certo, façam o certo com o (os) assassino(os)!

  • Juinense
    18 Jun 2019 às 08:32

    Eu (população) ainda estou pagando o salário desses camaradas? Poxa vida heim judiciário. Agiliza e manda logo essas porcarias para a rua. População não aguenta mais essa demora.

  • thiago antonio noronha de oliveira
    17 Jun 2019 às 16:38

    BOA TARDE ! PESSOAL QUEM PERDEU É QUEM MORREU, NÃO TEM COMO SE DEFENDER , POIS ERA PARA SER EXCLUÍDOS OS TRÊS PMS, ISSO SIM É UMA GRANDE COVARDIA MATAR O PRÓPRIO COLEGA DE FARDA , O DIREITO NA TEORIA É LINDO , MÁS NA PRÁTICA É DIFERENTE.

  • valeria ribeiro
    17 Jun 2019 às 15:47

    que triste isto... tomara q justiça seja feita pois ja tem gente solta que fez isto. Uma pena

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