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Segunda-feira, 23 de setembro de 2019

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Juíza nega que ex-secretário e mais dois médicos frequentem unidades de saúde

Da Redação - Fabiana Mendes

20 Jun 2019 - 17:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Juíza nega que ex-secretário e mais dois médicos frequentem unidades de saúde
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido da defesa do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia da Costa, e dos médicos Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Corrêa Ribeiro, para que as medidas cautelares fossem redefinidas. O trio, investigado na Operação Sangria, continua proibido de frequentar os órgãos da administração publica Estadual e Municipal, bem como as unidades de saúde, sob argumento de incompatibilidade de cumprimento da jornada de trabalho e plantão. A decisão é de quarta-feira (19).

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A Ação Penal diz respeito à investigação das ações da Organização Criminosa à frente das empresas Proclin e Qualycare que desempenhava atividades criminosas por meio de influência política e econômica, que propiciava a contratação dessas empresas com sobre preço e a realização de pagamentos sem a devida contraprestação de serviços.

A defesa de Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea solicitou autorização para viajar até a cidade de Campo Grande (MS), no período de 19 à 23 de junho, para acompanhar sua filha em recuperação médica. Já a defesa de Fabio Alex Taques Figueiredo comunicou a necessidade de ausência de Cuiabá, para compromissos profissionais, entre 24 e 27 de junho, na cidade de São Paulo (SP). Os dois pedidos foram atendidos pela juíza.
 

A magistrada também negou o pedido de Huark, Fábio e Luciano, para relativização das medidas cautelares de recolhimento noturno. O trio continua impedido de sair de casa ao anoitecer. 
 

São réus na ação, o ex-secretário municipal de Saúde Huark Douglas Correia da Costa, o ex-adjunto da pasta Flávio Alexandre Taques da Silva, os médicos Fábio Liberali Weissheimer e Luciano Correa Ribeiro, os empresários Adriano Luis Alves Souza e Celita Natalina Liberali Weisseheimer e os administradores Kedna Iracema Fontenele Servo Gouvea e Fábio Alex Taques Figueiredo.
 
A operação, oriunda de investigação da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ocorridos no dia 4 de dezembro, para apurar irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.

Nome da Operação

O nome da operação “Sangria” é alusivo a uma modalidade de tratamento médico que estabelece a retirada de sangue do paciente como tratamento de doenças, que pode ser de diversas maneiras, incluindo o corte de extremidades, o uso de sanguessugas ou a flebotomia.
 

2 comentários

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  • Mariana
    21 Jun 2019 às 13:03

    Decisão acertada, mas pela razão errada. Cumprir carga horária por esse salário ridículo, é melhor ficar em casa.

  • ROBERTA ANDRADE
    21 Jun 2019 às 08:15

    QUe pena!!! Sinto pelos pacientes da UPA Morada, pois o Dr. Fábio é o melhor médico da emergência e tava salvando vidas.

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