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Terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Juíza remarca audiência de quadrilha de agiotagem que recebeu R$ 1 milhão por dívida de R$ 170 mil

Da Redação - Vinicius Mendes

25 Jun 2019 - 10:21

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Juíza remarca audiência de quadrilha de agiotagem que recebeu R$ 1 milhão por dívida de R$ 170 mil
A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, designou para o próximo dia 4 de julho a audiência de instrução dos membros de uma quadrilha que atua no ramo da agiotagem em pelo menos cinco municípios da região norte de Mato Grosso. Eles foram investigados na Operação Caporegime, que apontou que, em um dos casos, uma vítima que devia R$ 170 mil acabou tendo prejuízo de R$ 1 milhão ao transferir uma propriedade aos agiotas.
 
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Uma audiência com Luan Correia da Silva, João Claudinei Favato, Kaio Cezar Lopes Favato, José Paulino Favato, Clodomar Massoti, Edson Joaquim Luiz da Silva, Luis Lima de Souza e Purcino Barroso Braga Neto estava marcada para esta segunda-feira (24), mas acabou sendo adiada após pedido da defesa de Luan.
 
Na decisão publicada no Diário de Justiça desta terça-feira (25), a juíza Ana Cristina Mendes indeferiu pedido da defesa de Clodomar Massoti, para que o processo fosse desmembrado, e designou para o próximo dia 4 de julho.
 
A operação


Segundo a denúncia, a organização criminosa foi estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas para emprestar dinheiro a juros exorbitantes.  Em um dos fatos apurados pelo Gaeco, a vítima que devia R$ 170 mil a um dos integrantes da organização, após ser ameaçada acabou transferindo uma propriedade avaliada em R$ 1,5 milhão em troca de um imóvel de aproximadamente R$ 200 mil, ficando com um prejuízo estimado em um milhão de reais.

Durante as duas fases da operação, foram apreendidos com o grupo aproximadamente R$ 400 mil em ouro, R$ 21 milhões em cheques e notas promissórias e mais R$ 43 mil em dinheiro. Foram denunciados:  João Claudinei Favato, José Paulino Favato, Kaio Cezar Lopes Favato, Clodomar Massoti, Luis lima de Souza, vulgo “Paraíba”, Edson Joaquim Luiz da Silva, Luan Correia da Silva e Purcino Barroso Braga Neto, vulgo “neto”.
 
A organização seria liderada por João Claudinei Favato. As pessoas que concediam os empréstimos eram Kaio Cezar Lopes Favato, José Paulino Favato e Clodomar Massoti. Já os responsáveis por exigir, por meio de violência e grave ameaça que as vítimas pagassem o valor exigido pelo líder da organização eram Luis Lima de Souza, Edson Joaquim Luiz da Silva, Luan Correia da Silva e Purcino Barroso Braga Neto.

As investigações apontam que o grupo vinha atuando no interior do Estado há aproximadamente 10 anos. Os mandados de prisão e busca e apreensão expedidos durante a operação foram cumpridos nas comarcas de  Sinop, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Marcelândia e Alta Floresta.

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