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Terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Ex-marido condenado por assassinato de juíza é solto e Justiça impõe cautelares

Da Redação - Vinicius Mendes

25 Jun 2019 - 16:54

Foto: Reprodução

Ex-marido condenado por assassinato de juíza é solto e Justiça impõe cautelares
Evanderly de Oliveira Lima, condenado em 2015 a 18 anos e seis meses de prisão pelo assassinato duplamente qualificado da juíza Glauciane Chaves de Melo, do Fórum de Alto Taquari, em julho 2013, progrediu para o regime semiaberto. O juízo da 2ª Vara Criminal de Cuiabá impôs algumas medidas cautelares, como uso de tornozeleira, recolhimento noturno e dever de arrumar um emprego.
 
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O crime ocorreu no dia 7 de julho de 2013, dentro do Fórum de Alto Taquari. Ele foi condenado em 2015 e cumpriu pena na Penitenciária Central do Estado (PCE). De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) apresentava excelente comportamento na prisão, trabalhando como marceneiro.
 
Nesta terça-feira (25) o juiz Geraldo Fidelis, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá (Execução penal), aprovou a progressão de Evanderly para o regime semiaberto e assinou o alvará de soltura. No entanto, foram impostas algumas medidas cautelares.
 
Evanderly deverá fazer uso de tornozeleira eletrônica, deverá recolher-se em sua residência entre as 22h e as 6h, estando autorizado a sair, por sete dias, para procurar emprego. Ele deverá apresentar em juízo carteira de trabalho ou contrato de trabalho devidamente assinado, ou ainda, documento que ateste a constituição da empresa.
 
“Não comprovando o trabalho no prazo de sete dias, deverá recolher-se em sua residência – em estado de prisão domiciliar – por 23 dias, buscando trabalho por telefone. Completados 30 dias da entrada do recuperando no cumprimento do regime semiaberto e não tendo comprovado o exercício de atividade lícita, será possível a sua regressão para o regime fechado”, determinou o juiz.
 
Além de autorização de sair para trabalhar ele também poderá sair para frequentar cursos ou participar de cultos religiosos. Evanderly não poderá mudar de residência sem autorização prévia e não poderá se ausentar das Comarcas de Cuiabá e Várzea Grande.
 
O magistrado ainda proibiu o réu de frequentar lugares inapropriados, como casa de prostituição, casa de jogos, bocas de fumo e locais similares, bem como o proibiu de portar armas de fogo ou armas brancas (faca, canivete, etc). Evanderly também não poderá ingerir bebida alcoólica ou fazer uso de qualquer espécie de substância entorpecente e deve não se envolver em qualquer tipo de infração penal. Ele deve comparecer mensalmente, a partir de 1º de junho de 2019, no Ganha Tempo do centro de Cuiabá ou na Fundação Nova Chance.
 
“Em caso de descumprimento de qualquer uma das condições acima, poderá ser decretada a sua prisão, com a finalidade de apresentá-lo imediatamente em audiência de justificação, podendo acarretar revogação do benefício e regressão do regime prisional para o fechado”, disse o juiz.
 
O crime
 
O assassino foi condenado pelo juiz Carlos Augusto Ferrari a 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado, sendo dois anos de prisão por porte ilegal de arma, (ela não estava registrada) e 16 anos e seis meses pelo homicídio.  

Ele assassinou a sangue frio a juíza Glauciane Chaves de Melo, na frente de sua assessora, durante o expediente, no dia 7 de julho de 2013. Após o cometimento do crime, o assassino fugiu do Fórum de Alto Taquari e foi pego apenas três dias depois, em um matagal há 20 km da cidade.

Durante interrogatório, Evanderly dizia ter esperanças de reatar seu relacionamento com a juíza e que tinha ido até o Fórum portando um revólver ilegal para conversar com a magistrada e retomar o casamento.

8 comentários

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  • Jeová Santos de Oliveira
    18 Jul 2019 às 21:26

    Esse indivíduo deve permanecer na cadeia

  • Fabio
    26 Jun 2019 às 00:17

    Um país como o Brasil, não pode ser considerado sério. Um canalha tira a vida de uma pessoa inocente e depois de apenas 4 anos está nas ruas. Como assim!? A vida que ele ceifou não vale nada???

  • Pedro Mota
    25 Jun 2019 às 21:48

    Pode se falar que foi feito justiça? O magistrado Carlos Augusto Ferrari poderia ter condenado, de acordo com a pena imposta, de doze a trinta anos de reclusão. Defendeu o criminoso, que tentou do todas as formas fugir da culpa, quando tirou sem piedade e sem defesa, a vida de uma jovem batalhadora, que alcançou o sonho de ser uma juíza de direito. Esse modelo brasileiro de penalizar alguém como é o caso, não poderia alcançar a progressão de pena. Não por ter matado uma juíza, mas sim, pela forma mensada, não parando qualquer dúvida sobre a autoria. A sociedade, representada pelo corpo de jurados, fez sua parte, cabendo o Magistrado a dosametria da pena. Agora, dezesseis anos foi muito pouco.

  • paulo roberto
    25 Jun 2019 às 20:22

    Por isso que a violencia campeia o Brasil, o cara mata covardemente uma pessoa, pega 18 anos de cadeia, cumpre 3 anos e é solto. Aí vem a justiça dizer que esse assassino teve bom comportamento na prisão....Na cadeia o preso se comporta, ou apanha ou morre, não tem outra opção.

  • Antônio
    25 Jun 2019 às 19:48

    Ah tá... ai tá certo... a vida de um semi Deus magistrado vale o mesmo do que um reles mortal... merda nenhuma...

  • CIDADÃO INDIGNADO
    25 Jun 2019 às 19:36

    Essa Jurisdição é uma piada mesmo!!!! 18 anos de pena e não fica nem metade!!!! Será que o crime compensa!!!!!

  • mso
    25 Jun 2019 às 19:08

    ESSE VAGABUNDO JÁ ESTÁ NA RUA ?

  • Magno Aurélio de Oliveira
    25 Jun 2019 às 18:47

    Da cadeia vc sai quero vê sair do cemitério..........

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