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Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

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Cabo da Grampolândia Pantaneira diz não ter buscado delação antes por 'receio de morte'

Da Redação - Arthur Santos da Silva

15 Jul 2019 - 09:13

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Cabo da Grampolândia Pantaneira diz não ter buscado delação antes por 'receio de morte'
Ao oferecer delação em troca de prêmio durante o mês de março de 2019, o Policial Militar Gerson Luiz Correia Junior, envolvido no caso de interceptações ilegais conhecido como Grampolândia Pantaneira, afirmou que não contou antes tudo que sabia por “receio de morte bem como retaliações funcionais”.
 
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O cabo resolveu negociar delação premiada somente após a instrução de todo o processo da Justiça Militar. Gerson também pediu para ser reinterrogado em audiência marcada para a próxima terça-feira (16).
 
Coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) Criminal, o procurador Domingos Sávio comunicou no dia 5 de julho a impossibilidade de celebrar acordo de delação premiada.
 
O nome do promotor de Justiça Marco Aurélio de Castro foi apontado pelo policial militar como responsável pela indicação de grampos contra a atual deputada estadual Janaina Riva (MDB).
 
Porém, em verificação externa do discurso apresentado, o procurador Domingos Sávio constatou contradições, além de falta de provas. Ao negar a colaboração, o Ministério Público pediu que a defesa de Gerson compareça ao Naco para reaver documentos entregues.

Ação contra militares

No processo corrente na Justiça Militar e conhecido como grampolândia pantaneira, são réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco, Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Batista e o cabo Gerson Corrêa Júnior.
 
Reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio de 2017 que a PM em Mato Grosso grampeou de maneira irregular uma lista com dezenas de pessoas que não eram investigadas por nenhum crime.  
 
A matéria destacou como vítimas justamemte a deputada estadual Janaína Riva, além do advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes Neto, conhecido como Muvuca.

O esquema de arapongagem já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico. 

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