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Terça-feira, 10 de dezembro de 2019

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Mendes analisa medidas jurídicas em defesa das famílias que devem deixar Jarudore

Da Redação - Arthur Santos da Silva

17 Jul 2019 - 11:51

Foto: Mayke Toscano/ Secom-MT

Mendes analisa medidas jurídicas em defesa das famílias que devem deixar Jarudore
O Governo do Estado está analisando as medidas jurídicas necessárias para ingressar na ação que desapropriou 4,7 mil hectares do Distrito de Jarudore, no município de Poxoréu (251 km de Cuiabá).

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O objetivo é a permanência das centenas de famílias que estão no local há 70 anos e que teriam que deixar as terras em 45 dias por conta de uma decisão judicial, dada no âmbito de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF).

Durante reunião no Palácio Paiaguás, nesta terça-feira (16), o governador Mauro Mendes (DEM) determinou que a Procuradoria-Geral do Estado avalie todas as questões jurídicas relativas à situação, de modo a defender os moradores da região.

Em conjunto com a Assembleia Legislativa, o gestor estadual também buscará soluções políticas para resolver o impasse junto à União.

O Distrito de Jarudore foi reconhecido como terra Indígena, em 1912. No entanto, atualmente, menos de 20 índios da etnia Bororo vivem no local. O restante da área é ocupado por cerca de 1,3 mil pessoas, que vivem e exploram atividades econômicas na região.

“É um desrespeito às famílias que foram surpreendidas com essa decisão judicial, que nós respeitamos, mas não concordamos. Iremos tomar todas as medidas legais e cabíveis para que possamos garantir o direito dessas famílias. Respeitamos nossos irmãos índios, mas também queremos respeito àqueles que estão lá há mais de 70 anos”, afirmou Mauro Mendes.

O prefeito de Poxoréu, Nelson Paim, afirmou que a situação das famílias é muito grave e que a participação efetiva do Estado na ação é de suma importância.

“O desespero é geral e realmente esperávamos essa postura do governador”, comentou. Também participaram da reunião os deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho, Thiago Silva e Sebastião Rezende, além de vereadores do município de Poxoréo.

(Com informações da assessoria)

2 comentários

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  • Zeca
    18 Jul 2019 às 13:56

    Para que 4,7 mil hectares para menos de 20 índios? Isso é terrorismo contra os brancos, que lá vivem ha mais de 70 anos.

  • Cláudia
    17 Jul 2019 às 12:53

    Esse filme é antigo,vários outros casos tiveram desfecho idêntico,a retirada dos invasores,a terra historicamente sempre foi dos índios e todo mundo na região sabia disso...esse caso não vai ser diferente!

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