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Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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MP pede inclusão de mais sete fazendeiros em investigação por fraudes na Sema; veja nomes

Da Redação - Vinicius Mendes

05 Ago 2019 - 16:38

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

MP pede inclusão de mais sete fazendeiros em investigação por fraudes na Sema;  veja nomes
Os promotores Joelson de Campos Maciel e Marcelo Caetano Vacchiano, das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural, pediram a inclusão de sete fazendeiros na investigação que apura fraudes em procedimento administrativo no Cadastro Ambiental Rural (CAR) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). As portarias são do último dia 1º de agosto.
 
Leia mais:
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As fraudes foram investigadas na “Operação Polygonum”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso juntamente com a Delegacia Especializada de Meio Ambiente e que constatou ilícitos civis, administrativos e penais praticados no lançamento de informações falsas em 345 cadastros ambientais rurais (CAR). Estes CAR foram cancelados ou suspensos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).
 
Nas portarias do dia 1ª de agosto os promotores pediram que façam constar como investigados os sete fazendeiros com propriedades rurais no interior do Estado. Foram constatadas inconsistências nos CAR relativos a fazendas destes investigados.
 
Veja a lista:
 
- Sergio Luis Penteado Bautz, por possível lançamento de informações inverídicas no CAR da 'Fazenda Taiti', em Chapada dos Guimarães, e no CAR da 'Fazenda Serra Bonita', em Barra do Bugres
 
- Deonisio Jorge Andrzejewski, por possível lançamento de informações inverídicas no CAR da 'Fazenda Flecha de Ouro', em Brasnorte
 
- Jeferson João Gon, por possível lançamento de informações inverídicas no CAR da 'Fazenda Terra Roxa (Gleba Ouro Preto)', em Rondolândia
 
- Raimundo Cardoso Costa, por possível lançamento de informações inverídicas no CAR da 'Fazenda Comitiva', em Poconé
 
- Ricardo Alonso, Leonardo Boveda Alonso e Eduardo Boveda Alonso, por possível lançamento de informações inverídicas no CAR da 'Fazenda Pontal', em Nova Maringá
 
Entenda o caso
 
O Ministério Público ofereceu denúncia contra o ex-secretário de Meio Ambiente,  André Baby, apontando que ele liderava a organização criminosa responsável pelas fraudes na Sema.
 
De acordo com a denúncia, em junho de 2017, quando houve a implantação do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar), Adré Baby passou a liderar e integrar organização criminosa juntamente com o engenheiro agrônomo João Dias Filho e também com Alan Richard Falcão Dias, Guilherme Augusto Ribeiro, Hiago Silva de Queluz, João Felipe Alves de Souza e Brunno César de Paula Caldas.
 
Segundo o Ministério Público as fraudes ocorriam desde então, mas ganharam força quando Baby passou a ocupar o cargo de secretário de Meio Ambiente, em dezembro de 2017. Assim que assumiu a secretaria, Baby nomeou o engenheiro agrônomo João Dias Filho como superintendente de Regularização e Monitoramento Ambiental.
 
Ainda em dezembro o então secretário teria se reunido com secretários adjuntos e comunicado que ele próprio passaria a discutir algumas ações diretamente com os superintendentes e coordenadores da Sema, o que contraria a própria estrutura organizacional da Secretaria.
 
João Dias Filho foi colocado à frente da Política de Regularização Ambiental em Mato Grosso e Baby ainda retirou atribuições que eram das Secretarias Adjuntos e passou para João Dias. O então superintendente teria sido o responsável por cooptar os analistas Alan Richard Falcão Dias, Guilherme Augusto Ribeiro, Hiago Silva de Queluz e João Felipe Alves de Souza, que passaram a validar cadastros mesmo com informações inverídicas inseridas no sistema.
 
O MP ainda apontou que João Dias era um integrante com muita influência na organização criminosa e que por vezes enviava bilhetes aos analistas informando sobre cadastros que deveriam ser priorizados.
 
A investigação apontou que ele se aproveitou de seu cargo na Sema para promover a captação de clientes para a sua empresa Temática Engenharia Agroflorestal Ltda., sendo que estes recebiam atendimento diferenciado.
 
O outro integrante da organização, Brunno César de Paula Caldas, atuava como intermediário entre os proprietários dos imóveis rurais e os analistas da Sema. Seus serviços foram pagos com dinheiro e transferência de um Camaro e uma Amarok, para o nome de seu pai.
 
O Ministério Público também relatou que mesmo com a deflagração da Operação Polygonum, que apurou estes crimes, a organização criminosa continuou atuando e os crimes não cessaram. Em novembro de 2018, ainda como secretário, Baby teria orientado proprietários rurais sobre a melhor forma de fraudar o Simcar.
 
O ex-secretário então foi preso no dia 18 de dezembro de 2018, mas foi solto já no dia 19, após decisão do desembargador Orlando Perri, que apontou uma “postura colaborativa” por parte de Baby.

1 comentário

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  • fabio
    05 Ago 2019 às 20:49

    Muito bom trabalho, tem que investigar todo mundo que faz projetos na SEMA, pois este orgão é um dos mais VULNERAVEL, do MT e como rola dinheiro para todo lado, tem que investigar todos processos inclusive os de manejo que não existe madeiras , mas fabricam metros cubicos para movimentar madeiras ilegais, o qual vem acontecendo de monte, de monte, nunca acaba. A culpa é de quem sera do funcionario que pega dinheiro ou dos contribuintes que fazem projetos, porque pelo que me parece esta operação esta fiscalizando 596 contribuintes, o qual estes estão gastando dinheiro e tempo para ir provar sua conduta, e assim pagar pelo crime que o funcionarios e os ilegais cometeram. Este prejuizo causado para os contribuintes corretos , vai sair do bolso de quem sera , do governo, é , sempre assim, Brasil precisa muito aprender a lidar com contribuinte honesto, só toma atitude para mostrar serviços , mas quem na verdade paga as consequências moral e financeiros são os contribuintes , honestos que além de fazer projetos tem que gastar dinheiro para se defender , pois o funcionarios receberam propinas de alguns , mas a Justiça cancelou todos os CAR que estes funcionarios aprovaram. 596 CAR total, sera que todos deram dinheiro por isto estão sendo investigados com os nomes citados nesta MATÉRIA

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