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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Juiz nega absolver procuradora que atropelou gari e marca audiência em processo

Da Redação - Arthur Santos da Silva

30 Ago 2019 - 14:29

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Darliney Silva Madaleno

Darliney Silva Madaleno

O juiz Lídio Modesto da Silva filho, da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, rejeitou pedido de absolvição e marcou para o dia 12 de dezembro audiência de instrução em processo contra a procuradora aposentada Luiza Farias Correa da Costa, acusado por lesão corporal culposa de natureza gravíssima.

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O suposto crime ocorreu no dia 20 de novembro de 2018, na avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, quando a denunciada, dirigindo um veículo Jeep Renegade, colidiu contra a traseira de um caminhão que realizava a coleta de lixo e estava parado na faixa esquerda da via, atingindo o operador de caçamba Darliney Silva Madaleno. A vítima teve a perna amputada. 

De acordo com a denúncia, Luiza praticou lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e conduziu o carro com capacidade psicomotora alterada em razão da ingestão de álcool.
 
Luiza Farias pleiteou pela absolvição por entender que não há provas suficientes para comprovação de alteração psicomotora. Além disso, alegou teses de nulidade. Ao examinar a argumentação, o magistrado considerou que a ré “tão somente” levantou questões de mérito, fatos que serão discutidos no momento da sentença.
 
“Entendo que a exordial descreve, satisfatoriamente, conduta que, em tese, caracteriza crime tipificado na lei penal, e está lastreada em documentos e outros elementos de convicção encartados nos autos do inquérito policial, demonstrada a materialidade e indícios suficientes da autoria”, salientou Lídio Modesto. 
 
O suposto crime

Na hora do crime, investigadores de polícia foram acionados e, durante a abordagem, constataram que a denunciada estava “em visível estado de embriaguez alcoólica”. Quando submetida ao teste de bafômetro, o resultado verificado foi de 0,66 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, que é superior ao limite permitido por lei. 

A procuradora aposentada foi autuada em flagrante delito e encaminhada à delegacia, onde confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de conduzir o veículo. Contudo, posteriormente, retificou em parte o interrogatório, negando a ingestão de bebida alcoólica e afirmando não se lembrar de ter realizado o teste de bafômetro no dia do acidente. 

6 comentários

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  • moraes
    31 Ago 2019 às 11:27

    o juiz deveria fazer com que ela pague ums trezentos mil para o gari isso já ajudaria a reparar parte do dano cometido

  • Reginaldo
    30 Ago 2019 às 23:14

    São manchetes como essa que renovam minha esperança nas coisas corretas... ela Está pedindo para ser absolvida???? Que vergonha! O Boleto chega... de um jeito ou de outro, chega!

  • Victor Hugo
    30 Ago 2019 às 19:22

    Máquina de lavar novinha. Com etiqueta. Piso de mármore carraro. Quero ser gari.

  • Roberta
    30 Ago 2019 às 16:24

    Eu espero pelo dia em que esta mulher vá pagar pelo erro cometido. Ao invés de assumir o erro e a responsabilidade, se comprometer a ajudar o cidadão com que ela fez que perdesse uma perna, não, a mesma prefere negar que cometeu o acidente e que errou. VERGONHOSO, e mais vergonhoso ainda é o tipo e valor de ajuda que esta mulher, DESEMBARGADORA, ofereceu ao homem. REPÚDIO a este tipo de gente, sinto vergonha por ela. Venho acompanhando esse caso desde o ocorrido e me sinto esperançosa para que a justiça seja feita a este senhor. As pessoas merecem respeito.

  • Xandra
    30 Ago 2019 às 16:23

    Ah sabe o que acho? Não vai dar nada não. Será só mais uma impunidade nesse nosso Brasil. Será um simples sem comentários.

  • Coisinha
    30 Ago 2019 às 15:14

    SUPOSTO CRIME? Cada coisa que temos que ler, essa senhora acha que pelo seu cargo e ser rica a lei não vai se aplicar a ela?

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