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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Desembargador liberta PM acusado de adulterar dados de arma; Paccola assume crime

Da Redação - Arthur Santos da Silva

03 Set 2019 - 09:26

Foto: Reprodução

Desembargador liberta PM acusado de adulterar dados de arma; Paccola assume crime
O desembargador Marcos Machado, membro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), concedeu liberdade ao policial militar Berison Costa e Silva, preso em consequência da Operação Coverage. A decisão foi estabelecida no dia dois de setembro. O  tenente coronel Marcos Paccola admitiu ter cometido o crime imputado ao colega.

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A operação visou cumprir mandados por crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.

De acordo com a investigação, exame balístico comprovou que uma pistola tipo Glock, 9 mm, pertencente ao tenente Cleber de Souza Ferreira, foi utilizada em 7 crimes de homicídio (4 tentados e 3 consumados) praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.
 
Conforme as investigações, com a finalidade de obstruir as investigações relacionadas aos referidos homicídios, policiais militares articularam a alteração do registro da arma de fogo, mediante falsificação documental e inserção de dados falsos em sistema da Polícia Militar, tudo para ocultar que na data dos 7 crimes de homicídios a pistola já estava em poder do tenente Cleber de Souza Ferreira.
 
Também foram alvos da Coverage os tententes Cleber de Souza Ferreira e Thiago Satiro Albino e os tenentes coronéis Marcos Eduardo Ticianel Paccola e Sada Ribeiro Parreira.
 
Berison foi acusado de emprestar a senha para que os dados falsos fossem inseridos no sistema da Polícia Militar. Porém, o tenente coronel Marcos Paccola admitiu em vídeo, durante depoimento à Corregedoria da PM, que usou a senha de Berison sem o comunicar previamente.
 
“O sargento Berison não fez e não tinha conhecimento de absolutamente nada do que eu fiz para confeccionar o documento a ser anexado no processo do Tenente Ferreira”, afirma trecho do vídeo juntado ao pedido de liberdade.  “A senha dele foi utilizada por mim porque coincidentemente ela ficou salva no computador que eu estava utilizando”, complementa.
 
Para conceder a liberdade, Marcos Machado considerou ainda que “o paciente tem bons antecedentes, é primário, exerce ocupação lícita como policial militar, possui endereço certo e família constituída”.
 
A prisão foi substituída por medidas cautelares. Berison precisa comparecer periodicamente em juízo, não se ausentar da comarca sem prévia autorização, comunicar à autoridade judiciária eventual mudança de endereço e está proibido de manter contato com outros investigados e testemunhas.

6 comentários

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  • Junior
    03 Set 2019 às 18:42

    Nada mais justo de a pessoa prestar o serviço como contraprestação do salário. É pago para cumprir, não cumpre graciosamente. Nada mais certo do que livrar quem não fez e assumir o erro. Vivemos uma realidade tão distorcida que as pessoas denominam honra a simples contraprestação ou o cumprimento de um dever. Isso não é honra, é obrigação. É a mesma coisa de político se gabar que fez essa ou aquela obra. executar obra, fazer pelo social é obrigação, não é diferencial. Mas é tão raro se fazer, que quem faz é diferente. Sé que não...

  • jose da silva
    03 Set 2019 às 16:55

    Rindo dos comentários !!! De que honra é essa !? vcs sabem o que significa honra ? wtf

  • Carlos (Goy)
    03 Set 2019 às 14:36

    Não estamos aqui pra eximi-lo de sua culpa, mas é importante que todos saibam que Pacolla é uma pessoa de caráter e de princípios uma pessoa muito honrada. Tudo será esclarecido logo logo.

  • Fabiane
    03 Set 2019 às 13:20

    Quem conhece um pouquinho da historia do Ten Cel Paccola, sabe muito bem do quão honroso ele é, e jamais admitiria qualquer pessoa assumir o erro dele. Ele sempre agiu em prol a sociedade de bem, suas ações não foram isoladas, tem muita gente ai se escondendo atrás desse circo todo para destruir a reputação da pessoa que doou a vida dela toda pra servir a população. "Fazer despejo de edificação alheia para apossar é mais fácil do que construir a sua própria." Força e Honra, Paccola. Deus enxerga os justos.

  • Soraya
    03 Set 2019 às 13:17

    Minha nossa, como é sujo esse tenente coronel Pacola. Deveria estar preso.

  • Mario José
    03 Set 2019 às 13:06

    Esse Coronel Paccolla é um dos Policiais mais ponta firme que já a Polícia já teve, derrubou muito ladrão... Outros desse tipo foram Willian Dias e Adib Masaadd.

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