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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Justiça absolve acusado de integrar esquema de fraudes de R$ 150 milhões no setor madeireiro

Da Redação - Vinicius Mendes

03 Set 2019 - 10:40

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Justiça absolve acusado de integrar esquema de fraudes de R$ 150 milhões no setor madeireiro
A Justiça Federal de Mato Grosso absolveu Gleyson Dhionata Sbardelotto de acusações feitas no bojo da Operação “Terra à Vista”, que investigou crimes cometidos no setor madeireiro, de fraudes que ultrapassam R$ 150 milhões. Ele foi preso em março deste ano e a Justiça entendeu que não ficou provada a autoria do delito.
 
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A decisão foi publicada no Diário da Justiça Federal desta terça-feira (3). Gleyson foi preso em março deste ano, em Matupá, mas chegou a ser solto no mesmo dia. A ele haviam sido imputados os crimes de destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente e executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização.
 
Ele foi absolvido nos termos do artigo 386, incisos IV e VII, do Código de Processo Penal, que dispõem: IV – estar provado que o réu não concorreu para a infração penal; e VII – não existir prova suficiente para a condenação.
 
A operação
 
A operação intitulada “Terra à Vista”, é oriunda de inquérito policial conduzido pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com o objetivo de investigar uma organização criminosa que atuava na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), fraudando o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).
 
O trabalho de apuração começou no ano de 2014, com o auxílio de uma auditoria realizada pelo Ibama, que descobriu um esquema de fraude no sistema na criação de créditos florestais, beneficiando diversas empresas do ramo madeireiro e terceiros (com inserção de dados falsos no sistema).
 
Muitos créditos circularam para outras empresas gerando Guias Florestais inidôneas, as quais podem ter sido usadas para acobertar operações ilegais, promovendo, em tese, tanto a circulação de produto florestal de origem ilícita, quanto à lavagem dos valores correspondentes a essas mercadorias ilegais (madeiras extraídas ilegalmente, lavagem de dinheiro).

1 comentário

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  • Jaime Trentin
    03 Set 2019 às 12:53

    Parabéns, justiça sendo feita. É inocente tem que absolver.

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