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Quinta-feira, 19 de setembro de 2019

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Ministro segue relatora e vota por nova prisão de empresário citado na Bereré

Da Redação - Arthur Santos da Silva

10 Set 2019 - 14:00

Foto: Reprodução

Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (10) pelo restabelecimento da prisão preventiva decretada em 2018 em face do empresário Jose Kobori, suspeito de participação em esquema para desvio de recursos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

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Moraes seguiu voto da relatora, a ministra Rosa Weber. O julgamento ocorre de forma virtual e tem prazo para acabar no dia 12 de setembro. O placar conta com dois votos pela prisão. Não há votos confirmando a liminar. Os outros ministros ainda votarão.
 
A detenção foi decretada em maio de 2018 pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), dois anos após os fatos supostamente praticados, entre 2014 e 2016, relacionados a crimes contra a administração pública no âmbito do Detran. 
 
Liberdade foi concedida pelo ministro Dias Tofolli no final de julho de 2018. O magistrado concedeu liminar para substituir por medidas cautelares alternativas a prisão preventiva. Segundo Toffoli, o significativo espaço de tempo transcorrido fragilizava a justificativa de custódia para resguardar a ordem pública pelo risco de reiteração na prática criminosa. Outro aspecto apontado foi a constatação de que as investigações já foram concluídas e oferecida a denúncia, o que afasta também o fundamento da prisão preventiva por motivo de conveniência à instrução penal. 
 
Manifestação de Kobori
 
A defesa do empresário voltou a se manifestar na segunda-feira em petição encaminhado ao Supremo. Ele pediu que o habeas corpus seja excluído do regime de julgamento virtual, garantido o direito de responder em liberdade.
 
Os advogados citaram ainda que o empresário busca “reconstruir sua imagem perante a sociedade”, dando como exemplo o canal que possui no Youtube, com mais de 120 mil inscritos.
 
Bereré
 
No caso, mais de 50 pessoas são acusadas de cobrar propina em troca da manutenção no Detran do contrato de concessão e execução das atividades de registros dos contratos de financiamentos de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil e de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor.     
 
Na ocasião, para obter êxito, a empresa supostamente favorecida se comprometeu a repassar parte dos valores recebidos com os contratos para pagamento de campanhas eleitorais. Estima-se que foram pagos cerca de R$ 30 milhões em propina.   
 
Além de Kobori, foram presos durante a operação o ex-secretário de Casa Civil, Paulo Taques, o ex-deputado estadual Mauro Savi, o irmão de Paulo, advogado Pedro Jorge Zamar Taques e os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos. Todos já estão em liberdade.   
 
Entre os mais de 50 denunciados estão deputados estaduais, o ex-governador Silval Barbosa, seu chefe de gabinete, Sílvio Cézar Corrêa Araújo, o ex-deputado federal Pedro Henry, e o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, que também é delator do esquema.
 

2 comentários

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  • Me
    10 Set 2019 às 18:25

    Verdade José!

  • José
    10 Set 2019 às 14:29

    Pura pirotecnia, assim como os outros vai ser solto para usufruir dos recursos desviados.

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