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Quinta-feira, 19 de setembro de 2019

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Madrasta acusada de matar enteada envenenada tem prisão mantida após audiência de custódia

Da Redação - Vinicius Mendes

10 Set 2019 - 15:00

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Madrasta acusada de matar enteada envenenada tem prisão mantida após audiência de custódia
Jaira Gonçalves de Arruda, a madrasta acusada de matar sua enteada Mirella Poliane Chue de Oliveira, de apenas 11 anos, envenenada, teve sua prisão mantida após passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (9). Ela foi encaminhada para a penitenciária feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
 
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De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Jaira passou por audiência de custódia na 14ª Vara Criminal de Cuiabá, com o juiz Jurandir Florêncio de Castilho. O processo tramita em segredo de Justiça.
 
De acordo com o delegado Wagner Bassi, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), a prisão preventiva da madrasta foi mantida. Ela já foi encaminhada à penitenciária feminina. O delegado também disse que Jaira deve ser ouvida amanhã pela Polícia Civil.
 
Motivação
 
A madrasta teria matado a garota por conta de uma herança que ela recebeu, em decorrência da morte de sua mãe no parto, por erro médico. Parte do dinheiro, cerca de R$ 800 mil, ficou guardado para que Mirella só pudesse usar quando atingisse 24 anos.
 
A ação para receber a indenização foi movida pelos avós materno da criança, que ingressaram na Justiça pela indenização em 2009. O processo foi encerrado neste ano.
 
O pagamento da ação começou em 2019. Até 2018, a menina era criada pelo avós paternos. Em 2017, a avó morreu e no ano seguinte, em 2018,m o avô faleceu também, e a garota passou a ser criada pelo pai e madrasta. A partir daí, começou o plano da mulher para matar a criança com o objetivo de ter acesso ao dinheiro.
 
A mulher, que não teve o nome divulgado ainda, foi ouvida após a morte da menina e contou que convive com o pai da vítima desde que ela tinha 2 anos de idade e que se considerava mãe dela. Ela declarou que a enteada começou a ficar doente em 17 de abril de 2019, apresentando dor de cabeça, tontura, dor na barriga e vômito. A suspeita foi levada para a sede da Deddica, em Cuiabá.

2 comentários

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  • Maria do Carmo
    10 Set 2019 às 16:32

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  • Josiane
    10 Set 2019 às 15:33

    Criando a criança desde os 02 anos de idade e não tinha amor pela menina? Que verme essa mulher! Como pode alguém conviver com uma criança por nove anos e não sentir amor? Não tenho nem um "nome" pra chamar essa "criatura assombrosa"!

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