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Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

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Júri condena réu que simulou acidente e matou ex-namorada para obter seguro

Da Redação - Arthur Santos da Silva

12 Set 2019 - 15:54

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Júri condena réu que simulou acidente e matou ex-namorada para obter seguro
José Carlos Gomes Fernandes, 41, foi condenado nesta quarta-feira (11) a 18 anos de prisão por homicídio qualificado (motivo torpe e emprego de asfixia), praticado contra sua ex-namorada, Dalícia Fernandes. O crime aconteceu no dia 28 de setembro de 2011, por volta das 19h30, na Estrada da Praia Grande, zona rural de Várzea Grande.

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Durante o julgamento, o promotor de Justiça César Danilo Ribeiro Novais destacou o comportamento repulsivo do réu ao simular um acidente automobilístico para receber um prêmio de seguro de vida em nome da vítima. Consta da denúncia, que após  forjar o acidente, o réu arremessou a ex-namorada para fora do veículo para o interior de uma lagoa localizada no local dos fatos, causando-lhe asfixia em virtude do afogamento.

O promotor de Justiça relatou ainda que, conforme consta dos autos, um mês antes do crime o acusado tentou comprar um veículo Renault Clio, mas a negociação não foi efetivada em razão da não aprovação do cadastro em seu nome. Dias depois, no entanto, ele retornou ao estabelecimento e comunicou a obtenção de um financiamento que havia sido feito em nome da vítima com outra revenda e confeccionou em seu nome o contrato de compra e venda do referido veículo, o mesmo utilizado no dia do crime.

Durante o inquérito policial, foi constatado também que em fevereiro do mesmo ano o réu procurou uma empresa de seguros e contratou apólice em nome da vítima, no qual seria o único beneficiário. Após a morte da ex-namorada, antes mesmo do final da sindicância, já que os familiares não sabiam da existência do seguro, o réu enviou à empresa carta de desistência do recebimento do prêmio.

Desde então, ele encontra-se foragido da Justiça. Quem souber do seu paradeiro pode ligar no telefone 190 ou 127. A denúncia pode ser anônima.

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