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Sexta-feira, 18 de outubro de 2019

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Juíza livra de cadastro restritivo empresário vítima de estelionato revelado na Castelo de Areia

Da Redação - Arthur Santos da Silva

13 Set 2019 - 09:10

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juíza livra de cadastro restritivo empresário vítima de estelionato revelado na Castelo de Areia
A juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, acatou pedido de uma vítima de estelionato supostamente praticado pelo ex-vereador João Emanuel e determinou a retirado de nome constante em cadastros restritivo.

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Nilson Muller contratou seguro de garantia de negócio fraudulento em favor da empresa Soy Group, a quem penhorou 53 Cédulas de Produtor Rural (CPR), hipotecou 14 propriedades rurais, emitiu sete cártulas de cheques e efetuou transferências.
 
Após o início da Operação Castelo de Areia, medida que combateu organização criminosa, alguns cheques foram resgatados. Nilson Muller também conseguiu recuperar alguns valores despendidos a título de caução, além de obter êxito no cancelamento das CPR’s averbadas.
 
Contudo, restaram pendentes de regularização dois cheques. A vítima então requereu declaração de inexigibilidade das mencionadas folhas de cheques, bem como a expedição de ofício para os órgãos de restrição ao crédito.
 
Examinando o pedido, Ana Cristina determinou emissão de carta de anuência para cancelamento de protesto.
 
A Castelo de Areia denunciou: o ex-vereador João Emanuel Moreira Lima; o  juiz aposentado Irênio Lima Fernandes; os empresários Walter Dias Magalhães Júnior, Shirlei Aparecida Matsouka Arrabal e Marcelo de Melo Costa; o advogado Lázaro Roberto Moreira Lima; o contador Evandro José Goulart; e o comerciante Mauro Chen Guo Quin. O processo tramita na Vara Especializada Contra o Crime Organizado da Capital.

Consta na denúncia, que os acusados praticaram golpes milionários por intermédio  das empresa American Business Corporation Shares Brasil Ltda e Soy Group. Referidas pessoas jurídicas atuavam, em tese, no ramo de mercado financeiro com a captação de recursos no exterior, cujas taxas de juros teriam, supostamente, valor inferior ao praticado no Brasil, atraindo, assim, o interesse de investidores, agricultores e empresários.

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