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Segunda-feira, 21 de outubro de 2019

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Empresário envolvido em esquema de R$ 27 mi terá julgamento presencial no STF

Da Redação - José Lucas Salvani

14 Set 2019 - 10:22

Foto: Reprodução

Empresário envolvido em esquema de R$ 27 mi terá julgamento presencial no STF
O empresário Valter José Kobori, sócio da JK Desenvolvimento Humano e Treinamento Gerencial, que foi acusado de receber mais de R$ 6 milhões do esquema criminoso que estava instalado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), passará a ter o julgamento de seu habeas corpus de forma presencial no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi publicada na última sexta-feira (13).

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Desde o dia 6 de setembro, o empresário estava tendo o seu julgamento feito de forma virtual e a  ministra Rosa Weber já havia votado pelo “não conhecimento do habeas corpus, revogada a liminar concedida e prejudicado o agravo regimental”. Na última terça-feira (10) o ministro Alexandre de Moraes também votou pelo restabelecimento da prisão preventiva.

O julgamento estava previsto para chegar ao fim na última quinta-feira (12). Todavia, a defesa pediu para que o habeas corpus impetrado em favor dele fosse excluído do regime de julgamento virtual. Nesta quarta-feira (11) o recurso foi retirado de mesa.

Kobori chegou a ser preso por cerca de 80 dias, devido a segunda fase da “Operação Bereré”, que foi batizada de “Bônus”. Ele foi solto após decisão monocrática do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, no dia 27 de julho de 2018.

Operação Bônus

Foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). As ordens partiram do desembargador José Zuquim Nogueira.

A 'Operação Bônus' é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos.

Bereré

A ‘Bereré’ é desdobramento da colaboração premiada do ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o “Doia". Dentre as informações prestadas por Doia, consta suposto esquema de cobrança de propina com uma empresa que prestava serviços de gravame - um registro do Detran.

Na primeira fase, os mandados foram cumpridos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na casa de Savi e Eduardo Botelho (DEM). O ex-deputado federal Pedro Henry é alvo também. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (DEM), é outro investigado.

O governador Pedro Taques (PSDB) decretou a intervenção do Estado no contrato que o Detran havia firmado com a EIG Mercados para registro dos contratos de financiamento de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil, de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor no Estado. A empresa foi alvo da ‘Operação Bereré’ e é apontada como pivô do esquema que teria desviado R$ 27,7 milhões.

1 comentário

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  • Iná Beatriz
    14 Set 2019 às 12:48

    Como tem “empresário “ assim em Cuiabá!

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