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Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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Juiz afirma que não há certeza de novos crimes e mantém Arcanjo no semiaberto

Da Redação - Arthur Santos da Silva

02 Out 2019 - 15:17

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz afirma que não há certeza de novos crimes e mantém Arcanjo no semiaberto
O juiz Geraldo Fidelis, da Vara de Execução Penal de Cuiabá, negou nesta quarta-feira (2) um pedido de regressão de regime feito pelo Ministério Público (MPE) e manteve o bicheiro João Arcanjo Ribeiro no semiaberto. Havia possibilidade de nova prisão em consequência de reincidência no jogo do bicho, fatos revelados pela Operação Mantus.

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Conforme a avaliação de Fidelis, não cabe ao juízo de Execução Penal “antecipar punição/regressão ao recuperando, em decorrência de suposto crime, ao qual, diga-se de passagem, além de não haver sentença penal condenatória transitada em julgado com prova da real infração, o penitente responde à mesma em liberdade, em face de decisão, em segundo grau, que entendeu por arrefecer a presença dos indícios suficientes de autoria e, inclusive, salientou a inexistência de indícios de que o recuperando concorreu para as infrações penais”.
 
O bicheiro foi autorizado a sair da cadeia em fevereiro de 2018 sob condição de monitoramento e recolhimento domiciliar noturno. Porém, o reeducando foi preso preventivamente no dia 29 de maio de 2019, durante a Operação Mantus, deflagrada Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
 
A Mantus teve escopo de prender duas organizações criminosas envolvidas com lavagem de dinheiro e com a contravenção penal denominada jogo do bicho. Um delas, segundo a Polícia Civil, liderada por Arcanjo.
 
Ocorre que no dia 25 de setembro a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso revogou a prisão preventiva decretada contra o bicheiro. A decisão da Segunda Câmara Criminal foi relatada pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro. Acompanharam o relator os também magistrados Pedro Sakamoto e Marcos Machado.
 
O posicionamento de Geraldo Fidelis estabeleceu prazo de cinco dias para que haja justificativa da defesa sobre o suposto cometimento de novos crimes.

7 comentários

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  • Padre João
    03 Out 2019 às 11:38

    Com tantas decisões judiciais a favor dele, já acredito que ele morreu pecador e ressuscitou santo. Mesmo após investigações e operações policiais que prenderam ele novamente.

  • Andrea
    03 Out 2019 às 11:30

    Quem é rico, não fica preso.

  • Critico
    02 Out 2019 às 17:10

    Qual motivo desse jornal não publicar meus comentários? Medo?

  • Juinense
    02 Out 2019 às 16:10

    "Juiz afirma que não há certeza de novos crimes". Juizão, certeza nessa vida é só da morte. De resto tu joga com probabilidade. E a probabilidade desse cara continuar na vida ilícita é enorme.

  • JOSE NILDO
    02 Out 2019 às 16:08

    SEI

  • Critico
    02 Out 2019 às 15:31

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Critico
    02 Out 2019 às 15:31

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