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Quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Caso sobre atropelamento em frente à boate Valley vai para Vara que antecede júri popular

Da Redação - Arthur Santos da Silva

14 Out 2019 - 09:00

Foto: Reprodução

Caso sobre atropelamento em frente à boate Valley vai para Vara que antecede júri popular
A juíza Silvana Ferrer Arruda, da Oitava Vara Criminal de Cuiabá, declinou competência e enviou para a Décima Segunda Vara Criminal o inquérito que investiga acidente envolvendo a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada pelo atropelamento de três pessoas em frente à boate Valley, no dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá.
 
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O envio leva em consideração manifestação do Ministério Público. A Décima Segunda Vara Criminal é responsável por produzir sentenças de pronúncia, que determinam julgamento em júri popular.
 
Rafaela atropelou e matou a estudante Myllena de Lacerda Inocêncio, o cantor sertanejo Ramon Alcides, além de ter ferido a estudante Hya Girotto.
 
Recentemente a Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito da Capital, concluiu o inquérito e indiciou Rafaela por homicídio doloso e lesão corporal. Já Hya Girotto foi indiciada por homicídio culposo. 
 
O delegado Christian Alessandro Cabral afirmou que os laudos periciais revelaram de forma robusta duas situações que culminaram com a morte das vítimas, Myllena de Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides Viveiros.
 
Conforme o delegado, apesar do local do acidente ter grande movimentação de pessoas e veículos, a condutora Rafaela Screnci tinha plenas condições de visibilidade da situação e da prévia presença das duas vítimas, que estavam paradas na faixa de rolamento. Ainda assim, não teria reduzido a velocidade ou realizado qualquer manobra para evitar o atropelamento, situações que revelam que a indiciada teria assumido o risco de causar o acidente. 

Outra conclusão apontada no inquérito é que Hya Girotto também teria contribuído para o atropelamento, por retardar a conclusão da travessia da pista e dispersar a atenção das vítimas, fazendo-as ficarem em situação de perigo, sem chances de reação. 
 
O inquérito já foi remetido ao Ministério Público Estadual.

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