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Quarta-feira, 13 de novembro de 2019

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Gerson pede perdão judicial com reconhecimento de delação e entrega depoimentos no Naco

Da Redação - Arthur Santos da Silva

18 Out 2019 - 17:01

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Gerson pede perdão judicial com reconhecimento de delação e entrega depoimentos no Naco
As alegações finais do cabo da Polícia Militar Gerson Correa Junior no caso conhecido como Grampolândia Pantaneira pedem perdão judicial e reconhecimento de delação unilateral. O documento foi enviado nesta sexta-feira (18) ao juízo da Décima Primeira Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar. Acaso não concedido o perdão judicial, há pedido para que seja conferido a redução de pena no patamar máximo (dois terços). 

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"A defesa vem neste momento ratificar as mesmas alegações anteriormente protocoladas, bem como de realizar a defesa técnica em forma de sustentação oral".

Os advogados de Gerson, Eurolino Sechinel e Neyman Monteiro, juntaram ainda gravações de suas declarações bem como suas oitivas audiovisuais encartadas em quatro CDs. Os depoimentos foram prestados no Núcleo de Ações de Competência Originárias (Naco).
 
Em seu depoimento, além de assumir crimes, Gerson reforçou informações sobre a participação do ex-secretário de Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques, assim como participação do ex-governador, Pedro Taques. Também foram indicadas infrações supostamente cometidas por membros do Ministério Público.
 
Estão colaborando de forma unilateral, além de Gerson, os coronéis Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco. O Ministério Público (MPE), representado pelo promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, já se manifestou contra os possíveis perdões.
 
Contra o coronel Lesco, houve pedido do MPE de condenação pelo crime de realização de operação militar sem ordem superior, que prevê de três a cinco anos de reclusão.
 
Em relação ao coronel Zaqueu Barbosa foi requerida a condenação pelos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e realização de operação militar sem ordem superior. Devido à continuidade delitiva da prática dos crimes, fator que ocasiona o aumento da pena, a  condenação pode chegar até 23 anos de prisão.
 
Nas alegações finais do Ministério Público, também foi solicitada a condenação do cabo Gerson por falsificação de documento público e falsidade ideológica, cuja pena pode chegar até 18 anos de prisão, também devido à continuidade delitiva.

3 comentários

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  • Stive
    19 Out 2019 às 09:29

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  • Carlos
    18 Out 2019 às 21:34

    Ainda é cabo.

  • Recruta 2016
    18 Out 2019 às 18:37

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