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Sábado, 14 de dezembro de 2019

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Delegadas recebem inquérito da Grampolândia que estava no STJ

Da Redação - Arthur Santos da Silva

21 Out 2019 - 17:05

Foto: Reprodução

Ana Cristina Feldner

Ana Cristina Feldner

O juiz Jorge Tadeu, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, enviou à força-tarefa da Polícia Civil (PJC) o inquérito que apura parte do esquema de interceptações telefônicas ilegais conhecida como “Grampolândia Pantaneira”. A determinação abrange fatos ligados ao ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), que estavam no Superior Tribunal de Justiça (STJ) até o começo de 2019.

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Com o fim do foro privilegiado de Taques, os autos seguem às delegadas Jannira Laranjeira e Ana Cristina Feldner. "Desta forma, ante o declínio de competência, proceda-se a distribuição do inquérito 1210/DF com urgência. Após, remeta-se à delegadas especiais designadas para dar comtinuidade às investigações relativas à operação cognominada Grampolândia Pantaneira", decidiu Jorge Tadeu.
 
Ainda em 2017, a Operação Esdras, assinada pelo desembargado Orlando Perri,  do Tribunal de Justiça (TJMT), barrou tentativa de atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais em Mato Grosso.

Na ocasião, foram presos o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira Junior, o ex-chefe da Casa Militar, Evandro Lesco, o sargento João Ricardo Soler, o ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, além do ex-secretário da Casa Civil, Paulo César Taques. 
 
Bens apreendidos durante a operação serão enviados para observação das delegadas. “Quanto aos bens aprendidos, considerando que interessam à investigação, a qual ainda não foi concluída pela autoridade policial, remeta-se as caixas relacionadas na tabela anexa, com urgência às delegadas especiais”, complementou o juiz da Sétima Vara.
 
O suposto esquema de grampos foi revelado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, quando se descobriu que políticos, juízes, advogados, médicos e jornalistas foram interceptados de forma ilegal.
 
As interceptações teriam ocorrido pelo método conhecido como “barriga de aluguel”.

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