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Terça-feira, 10 de dezembro de 2019

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Empresário, ex-vereador e ex-secretário: saiba quem são os presos em operação da Defaz

Da Redação - Arthur Santos da Silva

22 Out 2019 - 09:05

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Empresário, ex-vereador e ex-secretário: saiba quem são os presos em operação da Defaz
Mandados de prisão expedidos pela magistrada Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, atingem personagens já conhecidos do Poder Judiciário em Mato Grosso. Conforme apurado pelo Olhar Jurídico, a Operação Quadro Negro, que apura desvios de dinheiro público no antigo Cepromat, atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), é proveniente da delação premiada do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa.

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O nome central é o empresário do ramo de fomento mercantil, Valdir Piran. Ele inclusive já foi detido em operações anteriores, como na quarta fase da Operação Sodoma, que investigou o desvio de dinheiro público realizado por meio de uma das três desapropriações milionárias pagas pelo governo Silval Barbosa durante o ano de 2014. O operador financeiro também é alvo em diversas ações da Operação Ararath.
 
Além de Piran, também foram alvos de mandado de prisão: o ex-presidente da Câmara de Cuiabá e do Cepromat, Wilson Celso Teixeira (Dentinho); o também ex-mandatário do mesmo órgão, Djalma Soares; Francisvaldo Pereira de Assunção, ex-secretário adjunto de Administração Sistêmica, e Weydson Soares Fonteles, este último detido em Brasília (DF).
 
Conforme noticiado no dia quatro de outubro, a juíza Celia Regina Vidotti, da Vara especializada em Ação Cível Pública e Ação Popular de Cuiabá, determinou a penhora de R$ 281 mil nas contas do ex-vereador Dentinho. Condenado por contratar servidor fantasma, o ex-parlamentar não está restituindo o que foi combinado.
 
O processo formulado pelo Ministério Público (MPE) se baseou em denúncia do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. De acordo com a sentença, à época em que era presidente da Câmara, Wilson nomeou um cargo em comissão que, de fato, nunca foi ocupado. Porém, os valores referentes aos salários deste servidor foram integralmente pagos, segundo a Justiça.
 
Em agosto de 2019, a própria juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara, determinou a prisão do ex-secretário Francisvaldo Pereira de Assunção durante a Operação Fake Delivery. O destino de mais de R$ 1,1 milhão em materiais supostamente entregues na sede da Secretaria de educação é apurado.

5 comentários

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  • Eder Calvet
    22 Out 2019 às 17:07

    Se não me engano a mídia já tinha comentado o prenuncio dessa matéria há algum tempo atrás. Agora, eles estão pobres e doentes, isto é, não vai acontecer nada com eles.

  • João bicudo
    22 Out 2019 às 14:06

    Quando cometemos infrações no trânsito existem várias formas de punição, e6 amarelinho, Polícia, radar.cameras etc etc e o cidadão é punido é até preso No serviço publico existem inumeros cargos de combate a corrupção que não funcionam, que deveriam ser extintos, esses auditores fiscais oresos pois não cumprem com suas funções, apenas estão lá para se fartar de seus salários e nada mais

  • Walter
    22 Out 2019 às 11:32

    Só fogos de artificio. Sabemos que no Brasil colarinho branco não dá cadeia. Amanhã mesmo o STF vai julgar que não pode prender bandido culpado em 2a instância. No Brasil é assim, aceitem, até a mídia esta contra os juízes que querem ajudar o povo...

  • Bird
    22 Out 2019 às 09:57

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  • paulo roberto
    22 Out 2019 às 09:47

    Só gente boa......Mas isso não vai dar em nada.....Como sempre.

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