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Domingo, 08 de dezembro de 2019

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TJ solta integrante do Comando Vermelho, mas mantém prisão de líder

Da Redação - Vinicius Mendes

13 Nov 2019 - 16:24

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

TJ solta integrante do Comando Vermelho, mas mantém prisão de líder
A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liberdade a Joquebede Feltrin Medeiros, presa no âmbito da Operação Red Money, que apurou esquema de lavagem de dinheiro e movimentação financeira por parte da facção criminosa Comando Vermelho. Na mesma sessão os magistrados negaram o pedido de liberdade de Ulisses Batista da Silva, que é apontado como um dos líderes da organização criminosa, além de já possuir condenação de 41 anos e extensa ficha criminal.
 
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A defesa de Joquebede entrou com o pedido de habeas corpus, buscando sua soltura, argumentando que a situação fática em que ela se encontra é idêntica ao do correu João Bosco de Campos, que obteve sua liberdade sob o argumento de excesso de prazo. A defesa dela então pediu extensão do benefício a ela,
 
Em sessão desta quarta-feira (13) o relator, desembargador Pedro Sakamoto, votou pela concessão da ordem, mediante imposição de medidas cautelares como comparecimento em juízo, manter endereço atualizado, proibição de ausência da comarca, comunicação de atividades, entre outras. O voto dele foi seguido pelos demais magistrados.
 
“Estou estendendo os benefícios porque, realmente, encontra-se na mesma situação co correu João Bosco, que foi beneficiado com a concessão da ordem, então estou estendendo e concedendo o benefício, com condições”.
 
Na mesma sessão também foi julgado o pedido de habeas corpus de Ulisses Batista da Silva, que também deu o argumento de que ele se encontra na mesma situação de João Bosco de Campos, com excesso de prazo da prisão, pedindo também a extensão do benefício.
 
O desembargador Pedro Sakamoto, no entanto, argumentando que Ulisses é acusado de ser integrante da cúpula de líderes da facção criminosa, situação diferente de João Bosco e de Joquebede, além de possuir extensa ficha criminal, inclusive por homicídio qualificado, e possuir condenação com pena de 41 anos e um mês de reclusão.
 
Red Money
 
A investigação da operação “Red Money” apura grande esquema de lavagem de dinheiro e movimentação financeira por parte de uma facção criminosa, com a utilização de empresas de fachadas, contas bancárias de terceiros, parentes de presos, entre outros.
 
A apuração, que deu origem a primeira fase da operação, foi desenvolvida ao longo de 15 meses e resultou, na ocasião, no cumprimento de 94 mandados de prisão, buscas e apreensão, bloqueio de 80 contas correntes, além do sequestro de bens (veículos, joias, imóveis) e valores, totalizando 233 ordens judiciais cumpridas naquela etapa.

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