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Sábado, 14 de dezembro de 2019

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Empresa de ex-presidente da FIEMT servia como cabide de empregos no Executivo, explica ex-secretário

Da Redação - Arthur Santos da Silva

14 Nov 2019 - 18:05

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Empresa de ex-presidente da FIEMT servia como cabide de empregos no Executivo, explica ex-secretário
Ex-secretário de Administração e delator premiado, César Zílio afirmou em depoimento que os contratos que a empresa Ábaco Tecnologia da Informação possuía com o governo de Mato Grosso serviam como cabide de emprego para contratar apadrinhados políticos do governo liderado por Silval Barbosa. A Ábaco é propriedade de Jandir Milan, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT).

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As informações constam em denúncia do Ministério Público (MPE). O órgão acionou por ato de improbidade administrativa César Zílio, Jandir Milan, Pedro Elias Domingos de Mello, José de Jesus Nunes Cordeiro e Bruno Sampaio Saldanha. Há pedido de ressarcimento ao erário no montante de R$ 34 milhões. Suspeita recai sobre direcionamento de licitação e pagamento de propina,
 
Em depoimento, Zílio afirmou que o “contrato administrativo firmado com a Ábaco era para contratar servidores com conhecimento na Tecnologia da Informação, no entanto, tal contrato era utilizado para 'contratar apadrinhados', era um verdadeiro cabide de empregos”.
 
O ex-secretário explicou também que “recebia pedidos de diversas autoridades do Estado, dentre os quais da Casa Civil e Gabinete do Governador, sendo que após os pedidos recebidos pelo interrogando para a contratação de pessoas específicas, o interrogando 'encaminhava' os 'curriculum' de tais pessoas para Jandir Milan, sendo que esse (Jandir Milan) efetuava a contratação das pessoas indicadas”.
 
Conforme Zílio, as pessoas indicadas “não tinham os perfis técnicos para o exercício das funções”. Com o surgimento de novos pedidos de contratação, eram realizados novos procedimentos licitatórios direcionados para que a Ábaco se sagrasse vencedora.
 
Ação
 
O Ministério Público de Mato Grosso denunciou por ato de improbidade administrativa César Roberto Zílio, Pedro Elias Domingos de Mello, José de Jesus Nunes Cordeiro e o empresário Jandir Milan, dono da empresa Ábaco Tecnologia da Informação.
 
Há pedido de ressarcimento ao erário no montante de R$ 34 milhões. Consta ainda como alvo do processo pessoa identificada como Bruno Sampaio Saldanha. A denúncia do dia 13 de novembro foi formulada pelo promotor de Justiça Clovis de Almeida Junior.

Foram identificadas ramificações na Secretaria de Segurança, no Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), na  Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, na Universidade Estadual de Mato Grosso e na Secretaria de Educação. Montante total foi contabilizado em R$ 24 milhões. Houve ainda uma prorrogação da ata de registro de preço, aumentando o suposto rombo para R$ 34 milhões.

A ação é embasada em inquérito civil instaurado para apurar possíveis atos de improbidade administrativa relacionados a certame público de 2011 em que se sagrou vencedora a empresa Ábaco.

7 comentários

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  • CIDADÃO CONSCIENTE
    15 Nov 2019 às 08:16

    Essa e mais quantas, outras tantas "cabides". NÉ?? INFELIZMENTE, desse jeito... milhares na pobreza literalmente SE MATANDO noite e dia trabalhando 10,12 horas, pra gerar míseros 2, 3 mil reais e levar o pão de cada dias pra suas famílias, enquanto isso, tantos outros literalmente bem DESPREOCUPADOS com seus ótimos salários, às custas dos verdadeiros trabalhadores...

  • João bicudo
    14 Nov 2019 às 22:15

    A impressão que se tem é de que não exista nada no governo que não há corrupção, triste, lamentável, vergonhoso repugnante, revoltante, enfim, não há palavras para expressar essa falta de caráter desses malfeitores no serviço público

  • Chirrão
    14 Nov 2019 às 21:54

    Graças o $TF não vai acontecer nada com esses CORRUPTOS..

  • Manoel cuiabano
    14 Nov 2019 às 21:12

    É roubo atrás de roubo, incentivos fiscais de mais de 30 anos, arrecadação que não passa pela conta e MT e vai direto para grupos econômicos e e a culpa é do trabalhador, acorda Brasil, país de escravos.

  • Luciano
    14 Nov 2019 às 20:41

    Mato Grosso inteiro sabia disso... tinha que citar os membros do ministério público do estado que nunca viram nada e ficam perseguindo pequenos empresarios

  • Só na observação
    14 Nov 2019 às 19:33

    Só gente "do bem", ferrenhos combatentes da corrupção, defensores da ética, da moral, e dos bons costumes ! SQN

  • Magno
    14 Nov 2019 às 18:19

    A va. Todo mundo já sabia disso.

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