Olhar Jurídico

Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Notícias / Criminal

Perri qualifica prisões em MT como masmorras e se diz favorável a dinheiro de delações no sistema

Da Redação - Arthur Santos da Silva

16 Nov 2019 - 11:06

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Perri qualifica prisões em MT como masmorras e se diz favorável a dinheiro de delações no sistema
O desembargador Orlando Perri, membro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), afirmou ser favorável ao emprego no Sistema Prisional de valores arrecadados em delações premiadas. “Eu sou favorável sim que esse dinheiro das delações premiadas seja utilizado no Sistema Prisional”, disse.

Leia também
Henry argumenta que parcelamento antes de indulto não impede perdão sobre dívida de R$ 900 mil

 
Decisão recente da Vara de Execução Penal de Cuiabá destinou aos presídios quase R$ 40 milhões arrecadados em leilão de bens entregues pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa. O desembargador Orlando Perri disse ainda que muitas das unidades prisionais “são verdadeiras masmorras medievais”.
 
“O sistema prisional ficou abandonado nos últimos tempos. Só para vocês terem uma ideia, o investimento nos últimos quatro anos foi na ordem apenas de R$ 270 mil. É insignificante diante do problema do sistema prisional. Nós temos 55 unidades hoje”, afirmou.
 
“Nós temos uma população carcerária de 12.500 presos aproximadamente e não temos nada de previsão orçamentária. O orçamento que o governo prevê para o próximo ano é na ordem de R$ 1 milhão, o que é também muito insignificante”, afirmou.
 
Perri é supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça (GMF/TJMT), formado ainda pelo juiz coordenador, Geraldo Fidelis e pelos juízes-auxiliares Bruno D´Oliveira Marques.

3 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Olavo
    17 Nov 2019 às 00:55

    Também concordava com você Alexandre, mas como todo na vida, cai em desgraça devido a empresa onde trabalhava estava fazendo coisa errada, não vou entrar em detalhes, como em um setor da empresa eu era encarregado, foi considerado réu no processo, era celetista, pai de família e evangélico, fiquei 7 meses no presídio, agora entendo por que dos direitos humanos, não é pra bandido e pra guiando um inocente cai nesse situação sua dignidade seja mantida, por que ainda a muitas falhas nos sistemas judiciários quer por recursos públicos ou erro de processamento... Não somos um país preparado para investigar e julgar, então entendo que mesmo no presídio tem pessoas que mereçam estar lá também sempre vai ter pessoas que não deviam estar lá, parabéns perri precisamos de desembargadores e juízes de de sua envergadura...

  • Mário
    16 Nov 2019 às 16:13

    Alexandre, sempre há dois lados em uma só moeda. Esse argumento é muito frágil frente à realidade que assombra a questão carcerária. Convido-o para se interar mais sobre o assunto, e tenho certeza que mudará de opinião. Abraço

  • alexandre
    16 Nov 2019 às 13:00

    É só não roubar, não matar, não estuprar, que não vai pra cadeia, não é hotel de luxo, tá com pena, leva pra casa, tem que valorizar quem trabalha..

Sitevip Internet