Olhar Jurídico

Domingo, 26 de janeiro de 2020

Notícias / Criminal

Vara Federal compartilha inquéritos da Ararath com MPE, MPC, TCE, Sefaz, CGU, CGE e Receita

Da Redação - Arthur Santos da Silva

06 Dez 2019 - 16:09

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Vara Federal compartilha inquéritos da Ararath com MPE, MPC, TCE, Sefaz, CGU, CGE e Receita
O juiz Jeferson Schneider, da Quinta Vara Federal em Mato Grosso, determinou no dia 28 de novembro o compartilhamento de informações provenientes de inquérito da Ararath com diversos órgãos federais e estaduais.
 
Leia também 
Justiça desmembra investigações contra Maggi, Antonio Joaquim, lavagem no Bic Banco e mensalinho


 A investigação teve início com a delação premiada do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa e tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF) até determinação de declínio de competência, decisão do ministro Luiz Fux.

O pedido de compartilhamento partiu do Ministério Público Federal (MPF). Segundo o órgão, foi feito “por entender que os fatos apurados possuem repercussão nas esferas administrativa, criminal, fiscal e cível”.
 
O compartilhamento foi autorizado por Jeferson Schneider com as seguintes instituições: Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Ministério Público de Contas de Mato Grosso, Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Receita Federal do Brasil, Controladoria-Geral da União e Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso.
 
Serão compartilhadas informações sobre supostas tentativas de Blairo Maggi interferir na investigação da Ararath, entre os anos de 2014 a 2017. Conforme informado, Maggi teria indicado o advogado Sebastião Monteiro para uniformizar as defesas de todos os investigados na Operação Ararath. Há ainda informações sobre suposta compra de silêncio do ex-secretário de Casa Civil, Eder Moraes, por R$ 6 milhões.

O segundo caso tem como investigado Antônio Joaquim, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Em 2012, Joaquim participou, segundo o MPF, de esquema de lavagem de capitais com Silval Barbosa e o empresário Wanderley Fachetti Torres.
 
Outro caso alvo de pedido de compartilhamento versa sobre pagamento de mensalinhos a deputados e ex-deputados. são investigado Ezequiel Angelo Fonseca, José Domingos Fraga Filho, Herminio Barreto, Luiz Marinho de Souza Botelho, Airton Rondina Luiz, Emanuel Pinheiro, Luciane Bezerra, Alexandre César, Gilmar Fabris, Carlos Antonio Azambuja, Jose Joaquim de Souza Filho, Herminio Barreto, Silvano Amaral, Romoaldo Junior, Wagner Ramos, Oscar Bezerra, Silval Barbosa, Antonio Barbosa, Rodrigo Barbosa e Sílvio Cesar Correa Araújo.
 
Por fim, o quarto inquérito compartilhado tem como investigado Blairo Borges Maggi, Valdir Agostinho Piran, Silval da Cunha Barbosa, Genir Martelli, Pedro Nadaf, Wanderley Fachetti Torres, José Bezerra de Menezes, Marcel Souza de Cursi, José Geraldo Nonino, Carlos Avalone e Marcelo Avalone. Investigação trata sobre empréstimos junta a instituição financeira Bic Banco.

2 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • dauzanades
    06 Dez 2019 às 19:27

    Agora ferrou tudo, entregaram o segredo ao balcão de negócios, os 43 já se consideram aliviados.

  • TANGARENSSE
    06 Dez 2019 às 17:47

    só querem holofotes...

Sitevip Internet