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Terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

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Juíza proíbe Estado de fazer descontos de contribuição previdenciária em salário de servidor comissionado

Da Redação - Vinicius Mendes

05 Jan 2020 - 10:04

Foto: Reprodução

A juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva

A juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva

A juíza Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva proibiu o Estado de Mato Grosso de realizar descontos relativos à contribuição previdenciária no subsídio do cargo em comissão de um Agente Fiscal de Defesa Agropecuária e Florestal do INDEA/MT. A decisão atendeu ao pedido feito pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal de Mato Grosso (Sintap/MT), que representa os servidores do Indea e Intermat.
 
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A presidente da entidade, Rosimeire Ritter, argumentou que “a contribuição não pode ser cobrada da remuneração do cargo em comissão por força de lei, já que a contribuição não incide sobre verbas de natureza indenizatória”.
 
A magistrada, ao analisar o caso, concordou com os argumentos do Sindicato e condenou o Estado a restituir a parte autora os valores descontados a título de contribuição previdenciária sobre o subsídio do cargo em comissão referente aos meses de 03 a 12 de 2014 e a autarquia Mato Grosso Previdência - MT PREV a soma dos descontos de mesma natureza incidentes no período de 01 a 07 de 2015, ambas importâncias acrescidas de correção monetária pelo IGP-DI/FGV, desde o desembolso, e juros de mora de 1% ao mês.
 
O assessor jurídico do Sintap/MT, João Celestino, explicou que este processo se refere a um pedido de restituição dos valores descontados a título de contribuição previdenciária sobre verbas não incorporáveis, todas aquelas previstas no artigo 4, §1º da Lei 10.877/2004.
 
“A restituição se dará no valor resultante do percentual de 11% (alíquota da contribuição previdenciária) sobre o subsídio do cargo em comissão”.
 

1 comentário

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  • cesar
    05 Jan 2020 às 14:20

    Estão descontando indevidamente a contribuição previdenciária sobre o adicional noturno dos Agentes de Tributos , servidores da Sefaz ,que trabalham em regime de plantão.Acredito que o secretário Rogélio Gallo ,como profissional da área jurídica , deve desconhecer essa retenção ilegal.

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