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Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

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Promotor investiga possível cartel de empresas do ramo de papelaria em licitações em MT

Da Redação - Vinicius Mendes

06 Jan 2020 - 10:20

Foto: Reprodução / Google

Promotor investiga possível cartel de empresas do ramo de papelaria em licitações em MT
O promotor Douglas Lingiardi Strachicini, da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Várzea Grande, instaurou no último mês de dezembro inquérito civil para investigar a possível existência de um “cartel” de empresas do ramo de papelaria e material de escritório, que participaram de licitações em municípios de Mato Grosso, principalmente em Várzea Grande, Rondonópolis e Nova Santa Helena. De acordo com a denúncia, as empresas combinavam preços dos materiais ofertados, interferindo assim no valor de mercado, para que tivessem grande fatia de lucro.
 
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A denúncia anônima foi registrada pela Ouvidoria do Ministério Público e foi encaminhada à Promotoria de Várzea Grande pelo promotor Wagner Antônio Camilo, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Rondonópolis. Foi informada a existência de um “cartel” de empresas que participam de licitações no ramo de papelaria e material de escritório, e de higiene e limpeza.
 
O promotor explicou que um “cartel” ocorre quando duas ou mais empresas, do mesmo ramo, atuam em conjunto para o controle do mercado onde atuam. A quantidade produzida e os preços dos produtos são combinados, de maneira que retorne uma grande fatia de lucro para cada uma delas.
 
O promotor disse que a Procuradoria Geral de Várzea Grande informou o nome de cinco papelarias que participaram de processos licitatórios no município e juntou um relatório contendo os materiais licitados, a modalidade de licitação aplicada e a numeração dos certames.
 
O MP ainda pediu a cópia dos procedimentos licitatórios e designou um técnico para analisar se o preço dos produtos e serviços adquiridos pela Prefeitura de Várzea Grande era condizente com o valor de mercado á época; se há indícios de ilegalidade nos certame, e se há, quais; se os preços das propostas são próximos ou indicam a prática de cartel; qual seria o prejuízo causado ao erário e o eventual enriquecimento ilícito dos envolvidos; bem como outras considerações que entender pertinentes.

4 comentários

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  • MARCOS
    07 Jan 2020 às 08:43

    NAO SO EM PAPELARIA NO RAMO DE MOVEIS PARA ESCRITORIO TAMBEM SO UM GANHA TUDO NA DECADA DE 90 LAVARAM A EGUA E MAIS ALUMAS COISA

  • Moacir de Araujo jorge
    06 Jan 2020 às 11:36

    Foi denúncia anônima......recebe a denúncia e logo ja procura os jornais para tornar público o fato...Porém, o correto seria investigar primeiro, e só depois com a s provas em mãos tornarvpublico e tomar as medidas judiciais........a precipitação muitas vezes torna inviável a investigação, pois as provas poderão ser escondidas pelos envolvidos, ou até mesmo isso pode ser uma denúncia anônima de algum concorrente pra deturpar o certame......

  • Jose Olavo
    06 Jan 2020 às 10:49

    Engraçado eu fico pensando pra que serve esse tal de T.C.E. eles não existem para fiscalizar as contas dos municipíos e do estado, qual a utilidade desse orgão ? Fazer vista grossa pra desvio de dinheiro publico, porque não se manifestaram na epoca da vergonhosa obra do VLT, porque esta sempre sendo gerenciado por caciques politicos, perguntas que não me terei respostas.

  • Crítico
    06 Jan 2020 às 10:48

    Tem uma na PRAINHA que é a lider

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