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Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

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Mantida tornozeleira de suposto líder do jogo do bicho: 'Justiça não deve se adequar às condições pessoais'

Da Redação - Arthur Santos da Silva

14 Jan 2020 - 14:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Mantida tornozeleira de suposto líder do jogo do bicho: 'Justiça não deve se adequar às condições pessoais'
A juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, negou pedido do empresário Frederico Muller para retirada de tornozeleira eletrônica. Réu em ação criminal proveniente da Operação Mantus, Muller é acusado de chefiar organização criminosa ligada ao jogo do bicho. Ele foi preso, mas conseguiu substituir a detenção por medidas cautelares mais leves.

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Além da retirada de tornozeleira, o empresário buscara revogar cautelares de recolhimento domiciliar nos feriados e final de semana em período integral. Em sua decisão, Ana Cristina afirmou que a “Justiça não deve se adequar às condições pessoais dos acusados”.
 
A magistrada ainda esclareceu que as medidas cautelares atualmente impostas são menos rígidas que a prisão preventiva decretada inicialmente. Sem mudança no contexto dos fatos, não há como proferir nova decisão sobre as medidas.
 
“Importa salientar que as medidas cautelares impostas aos réus são muito mais brandas do que o recolhimento em unidade penitenciária para cumprimento de prisão preventiva, anteriormente decretada, pois permite o requerente repousar em sua residência, bem como, permite o horário comercial para atividades laborais”, afirmou Ana Cristina.
 
Mantus

O Ministério Público ofereceu denúncia em 2019 contra Frederico e mais 18 outros investigados pela suposta prática dos crimes de jogo do bicho, organização criminosa e lavagem de capitais.
 
 O Empresário seria o líder da organização criminosa identificada como ELLO/FMC, suposta rival da empresa Colibri, ligada a João Arcanjo Ribeiro.

1 comentário

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  • Elizeu
    14 Jan 2020 às 16:48

    Só essa que faltava, bicheiro querendo mandar na Justiça

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