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Terça-feira, 14 de julho de 2020

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Relatório de juíza cita atrasos, mas comprova pagamentos em delação de Alan Malouf

Da Redação - Arthur Santos da Silva

27 Mai 2020 - 15:29

Foto: Reprodução

Relatório de juíza cita atrasos, mas comprova pagamentos em delação de Alan Malouf
A juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, produziu relatório atestando que o empresário Alan Malouf pagou parcelas acordadas em delação premiada. Informação foi enviada ao ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o Ministério Público (MPF) levantar a possibilidade de quebra do acordo.

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Segundo Ana Cristina, Alan Malouf pagou quatro parcelas de R$ 212 mil. Todos os pagamentos precisaram ser atualizados por conta de atrasos. As duas últimas parcelas pagas foram divididas, o que salienta a dificuldade do delator em honrar seu acordo.
 
Conforme divulgado, o acordo de delação prevê o pagamento de 10 parcelas de R$ 212 mil. A primeira parcela, que era prevista para o dia 31 de julho de 2018, foi pega em outubro daquele ano, no valor atualizado de R$ 229 mil. A segunda parcela, que estava prevista para ser paga no dia 31 de dezembro de 2018, foi quitada em 27 de maio de 2019, em valor atualizado de R$ 233 mil.
 
A terceira parcela, prevista para ser paga durante o mês de julho de 2019, foi quitada em três vezes, totalizando R$ 230 mil. A quarta parcela, prevista para ser paga em dezembro de 2019, foi paga em duas vezes, totalizando R$ 243 mil.
 
“A considerar o cronograma estabelecido, o Colaborador se encontra adimplente com a obrigação prevista na cláusula 21 ª do Acordo de Colaboração Premiada”, afirmou Ana Cristina, em manifestação enviada ao STF.
 
A delação

 
O empresário Alan Malouf se comprometeu a pagar R$ 5,5 milhões como parte do seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
 
Exatos R$ 4 milhões são referentes a multas. Restante, R$ 1,5 milhão, será pago como indenização por danos morais pelos crimes cometidos.
 
Do total que Alan Malouf irá pagar aos cofres públicos, R$ 3,3 milhões serão quitados via imóveis de propriedade do delator.

O restante do valor está sendo dividido em 10 prestações. Justamente as prestações que estão sofrendo com atraso.

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