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Quarta-feira, 05 de agosto de 2020

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MPF cita filho e genro de conselheiro em possíveis atos de dissimulação patrimonial

Da Redação - Arthur Santos da Silva

04 Jul 2020 - 14:08

Foto: Reprodução

MPF cita filho e genro de conselheiro em possíveis atos de dissimulação patrimonial
O Ministério Público Federal (MPF) aponta Julio Teis, filho do conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Waldir Teis, como um dos caminhos para recebimento de vantagens indevidas e dissimulação patrimonial.

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 As informações constam em decisão do Ministro Raul Araujo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou nova fase da Operação Ararath no dia 17 de junho. Pessoa identificada como genro do conselheiro também é citada.
 
Segundo os autos, Julio Teis foi sócio do advogado Emanuel Gomes Bezerra Junior na empresa Office Consultoria e Governança Tributária. Por sua vez, Emanuel Gomes exerceu, segundo o MPF, a função de chefe de gabinete de Waldir Teis.

As relações societárias apontariam para “uma mistura de vínculos pessoais, profissionais e financeiros suspeitos, no contexto de tudo o que foi levantado”. Emanuel Gomes Bezerra também seria, segundo o MPF, sócio de Cleyton Souza Andrade, qualificado como genro de Waldir Teis.
 
Outro aspecto em relação ao qual a autoridade policial está aprofundando as investigações é o fato de a Agropecuária São José do Planalto, pertencente a Júlio Teis, filho do conselheiro, haver adquirido, em fevereiro de 2014, a Fazenda Bem Estar, mediante o pagamento de R$ 2,6 milhões e mais 188.365 sacas de 60 kg de soja, além de outro imóvel rural, em maio de 2014, por R$ 669.000,00.
 
Segundo a autoridade policial, a soma dos valores das duas transações, considerado o preço da soja à época, seria de aproximadamente R$ 14 milhões. Documentos encontrados pela Polícia Federal indicariam que o Conselheiro Waldir Teis teria repassado à Agropecuária São José do Planalto, a título de empréstimos, o montante de R$ 1,155 milhão.
 
Prisão

A pedido do Ministério Público Federal, Waldir Teis foi preso na quarta-feira (1º). A ordem para a prisão foi proferida pelo ministro Raul Araújo, e teve como base relatório da Polícia Federal que revelou indícios de que o conselheiro tentou embaraçar investigações, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em seus endereços.
 
A tentativa de obstruir a Justiça foi presenciada pela Polícia Federal que registrou a ação em foto e vídeo. O conselheiro, que é investigado por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, foi denunciado na terça-feira (30) pela conduta que levou à prisão preventiva.
 
Em 17 de junho, cumprindo as medidas cautelares autorizadas pelo STJ, policiais federais e membros do MPF estiveram em 19 endereços ligados aos investigados da Operação Ararath.
 
Durante as buscas no escritório do conselheiro do TCE/MT, a Polícia Federal flagrou o investigado tentando destruir cheques assinados em branco e canhotos de cheques,  jogando-os na lixeira do prédio, depois de descer correndo 16 andares de escada.
 
A tentativa do conselheiro foi filmada e fotografada. Só não houve prisão em flagrante por que, como magistrado, o conselheiro tem imunidade que restringe a possibilidade prisões quando se tratar de crimes afiançáveis.

Na investigação, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram que os cheques são de empresas ligadas à organização criminosa da qual o conselheiro é suspeito de integrar. Os canhotos dos cheques somam mais de R$ 450 mil.
 
Na decisão, o ministro Raul Araújo apontou indícios de materialidade e autoria dos crimes investigados e decretou a prisão preventiva do conselheiro do TCE para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e também pelo perigo gerado pelo investigado contra a elucidação dos fatos.

11 comentários

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  • Anselmo
    06 Jul 2020 às 09:00

    Este era indicação do então Governador Blairo Maggi, "HONESTIDADE A TODA PROVA", mas vai dar em nada afinal tudo não passou de um cuidado com a FAMÍLIA.

  • Isidoro
    05 Jul 2020 às 13:30

    Na maioria dos casos típicos como estamos constatando com a família de políticos, nesses casos também a família está envolvida. Lamentável.

  • Gunther Reuter
    05 Jul 2020 às 12:47

    Celso ... cadeia pra eles não dói tanto quanto o bloqueio, e perda do patrimônio adquirido ilicitamente. PF está fazendo um brilhante trabalho . Espero que a justiça seja célere. Juíza Selma deixou saudades !!!

  • Ozzy
    05 Jul 2020 às 12:44

    Infelizmente a PF trabalha a toa, não vai dar em nada!

  • Ggm
    05 Jul 2020 às 11:25

    O Brasil está com o crime organizado enraizado no poder público. Só Deus para nós salvar.

  • Ggm
    05 Jul 2020 às 11:25

    O Brasil está com o crime organizado enraizado no poder público. Só Deus para nós salvar.

  • Mc
    05 Jul 2020 às 10:57

    O correto era tomar tudo deste cara não importa se está em nome de filhos ou genros. Da um desfalque bom nos bens da Família que daí ele vai aprender a ser correto.

  • José Eduardo
    05 Jul 2020 às 09:00

    Quando foi nomeado destacou-se a sua honestidade. Agora fica a pergunta: por que ele virou "homem de negócio" como os demais, de acordo com que os fatos estão e/ou vieram à tona? Parece que o setor público é um grande catalisador para conluios e falcatruas.

  • João Batista
    04 Jul 2020 às 15:31

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  • O atalaia
    04 Jul 2020 às 15:03

    Nesse mundo inclemente, onde o público e o privado são usados em proveito de agents públicos de filhos, genros e noras destes, o Estado Patrimonial se agiganta em proporção superior á riqueza pública, que não suportará a tanta corrupção.....

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