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Domingo, 20 de setembro de 2020

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Juiz autoriza funcionários que convivem com pessoas do grupo de risco a não retornarem ao trabalho

Da Redação - Vinicius Mendes

06 Ago 2020 - 17:29

Foto: Reprodução

Juiz autoriza funcionários que convivem com pessoas do grupo de risco a não retornarem ao trabalho
O juiz Carlos Eneas Lino da Silva, 2ª Vara do Trabalho de Rondonópolis (a 216 km de Cuiabá), determinou que o Banco do Brasil se abstenha de convocar, ou manter trabalhando em atividades presenciais, os funcionários que moram com pessoas do grupo de risco da Covid-19. O magistrado considerou o risco não só à família dos empregados, mas também dos clientes.

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O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Rondonópolis (SEEB/ROO) entrou com uma ação civil pública, cumulada com pedido de concessão de tutela provisória de urgência, contra o Banco do Brasil, buscando que o banco se abstenha de convocar, ou manter trabalhando em atividades presenciais, empregados que coabitam com pessoas do grupo de risco da Covid-19, enquanto perdurar o estado de calamidade pública.

Ao analisar a ação o juiz considerou que qualquer atitude que tenda a piorar a atual situação de combate ao coronavírus deve ser, de imediato, impedida.

"No caso em tela, permitir que os empregados da instituição financeira que coabitam com pessoas do grupo de risco retornem às atividades presenciais, colocariam não somente estes em situação inadmissível de perigo, com bem centenas e até milhares de clientes que procurassem atendimento nas agências bancárias, haja vista a facilidade com que se dá o contágio dessa moléstia".

Com base nisso ele concedeu a tutela de urgência e determinou que o banco se abstenha de convocar ou manter trabalhando os funcionários que se enquadrem na situação descrita. Em caso de descumprimento da decisão será imputada multa no valor de R$ 10 mil por trabalhador que se enquadre na situação descrita

Para o presidente do SEEB/ROO, Luiz Carlos Morais Delgado, a decisão judicial representa uma vitória dos trabalhadores e corrige uma atitude unilateral e equivocada do banco, que colocava em risco a vida das pessoas.

"A pandemia ainda não passou e os casos de contaminação em nosso Estado, especialmente, em Rondonópolis, são crescentes. Ainda bem que houve a serenidade da Justiça do Trabalho, e, mais uma vez se posicionou pela preservação da vida e pelos direitos dos trabalhadores", destacou

6 comentários

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  • alexandre
    07 Ago 2020 às 06:27

    Tem servidor público trabalhando, quem parou são os órgãos de elite...os maiores salários..

  • Bacana
    06 Ago 2020 às 23:37

    Por isso todos querem estudar pra passar em concurso público. Serviço Vitalício. Feriado na quinta emenda à sexta. Rga de 12% ao ano... empreender e se arriscar pra que né. Mas tá certo. Igual vão falar. Eu estudei pra isso!!..

  • ZE NINGUÉM
    06 Ago 2020 às 20:00

    LUDMILA, OS ENFERMEIROS DE HOSPITAIS PÚBLICOS E POSTOS DE SAUDE SAO FUNCIONÁRIOS PUBLICOS. POLICIAIS NAS RUAS SEM DESCANSO SAO FUNCIONÁRIOS PUBLICOS, OK? CADA COMENTARIO IDIOTA. ENTENDAM COMO BEM QUISEREM.

  • Jorge1
    06 Ago 2020 às 19:18

    A verdade é que pico da pandemia ao que parece, já ocorreu em maio e o número de óbitos vem baixando bastante. É preciso que voltemos a normalidade e que aprendamos a conviver com o Covid-19. Então chega de Home Office, caso contrário, os patrões terão todo o direito em cortar os benefícios dos empregados, vale transporte e vale alimentação, para começar. Isso vale também para os servidores públicos.

  • Cidadão Matogrossense
    06 Ago 2020 às 18:56

    Decisão que deve ser aplaudida. Na situação em questão, principalmente em o funcionário podendo trabalhar em casa, não faz sentido colocar mais um fator de risco na balança. Que os entes públicos sigam o exemplo. Se Deus quiser, são poucos meses à frente e no que todos possam contribuir, por que não?

  • Ludmilla pedra 90
    06 Ago 2020 às 18:13

    Funcionários públicos estão torcendo para não ter vacina. Com desculpa de coronavirus, teletrabalho ê ficar assistindo Netflix e tomando vinho do Porto. Salário garantido né?

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