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Quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

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Sem acordo e com paralisação nos Correios, empresa ajuíza dissídio Coletivo de Greve

Da Redação - Fabiana Mendes

25 Ago 2020 - 14:31

Foto: Reprodução

Sem acordo e com paralisação nos Correios, empresa ajuíza dissídio Coletivo de Greve
Os Correios ajuizaram, nesta terça-feira (25), o Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Superior do Trabalho, pois não houve acordo entre as entidades representativas sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021. O movimento dos trabalhadores é contra a retirada de 70 dos 79 itens do acordo coletivo. Entre os direitos estariam adicionais por risco durante a pandemia e licença-maternidade de 180 dias, entre outros.

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Contudo, os Correios afirmam que desde julho tentam negociar com as entidades representativas dos empregados os termos do acordo coletivo. A empresa disse que apresentou uma proposta que visa a adequar os benefícios dos empregados à realidade do país e da estatal.
 
Os Correios ressaltam que os vencimentos de todos os empregados seguem resguardados e os trabalhadores continuam tendo acesso, por exemplo, ao benefício Auxílio-creche e aos tíquetes refeição e alimentação, em quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada trabalhador. Segundo posicionamento emitido por nota, estão mantidos ainda – aos empregados das áreas de Distribuição/Coleta, Tratamento e Atendimento -, os respectivos adicionais.

Contra a paralisação dos trabalhadores, os Correios argumentam que a paralisação parcial da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia, traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade.

“Os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT para os empregados. A empresa aguarda o retorno dos trabalhadores que aderiram ao movimento paredista o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população, já que agora toda a questão terá seu desfecho na justiça”, finaliza a nota.

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