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Terça-feira, 27 de outubro de 2020

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Procurador pede que WhatsApp faça verificação interna sobre disparos em massa ligados a Fávaro

Da Redação - Arthur Santos da Silva

28 Set 2020 - 09:22

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Procurador pede que WhatsApp faça verificação interna sobre disparos em massa ligados a Fávaro
O Procurador Regional Eleitoral, Erich Raphael Masson, manifestou em ação movida pelo Partido Social Liberal (PSL) em face de Carlos Fávaro, senador interino e candidato ao cargo na eleição suplementar, solicitando que a rede social WhatsApp faça uma verificação interna em relação a dois números de telefone.

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O objetivo da verificação é saber se foi identificado comportamento que caracterize o disparo de mensagens eletrônicas em massa, automatizadas ou em forma de spam, em nome de Carlos Fávaro. Em caso positivo, a rede social deve fornecer detalhamento do modo, frequência e se há outros números envolvidos.
 
O Partido Social Liberal propôs ação cautelar de produção antecipada de provas. Na ação, o PSL afirma que Fávaro tem se valido de contratação de disparos em massa de mensagens de whatsapp para potencializar seu nome na eleição que se aproxima.
 
O partido afirmou ainda ser imprescindível buscar informações junto às operadoras de telefonia móvel a fim de identificar quem seriam os proprietários dos números cujos disparos estão sendo feitos.
 
“Em que pese ser possível ao detentor de mandato eletivo a divulgação dos atos parlamentares, no presente caso, por tratar-se de pré-candidato ao Senado, cujo processo eleitoral está batendo à porta, tendo as postagens potencial de massificar o nome e angariar a simpatia e apoio do eleitorado, está sujeito às restrições estabelecidas para todos os demais pré-candidatos”, afirmou o PSL em trecho da ação.
 
O pré-candidato informou desconhecer ou possuir qualquer informação a respeito do objeto da ação. Conforme o processo, um dos dois números utilizado teve seu titular identificado pela operadora Vivo.

Outro lado

O senador Carlos Fávaro desconhece qualquer informação a respeito de fonte, modalidade, contrato ou origem das mensagens, uma vez que não contratou e nem solicitou disparos em massa e toda a comunicação da sua atividade parlamentar é feita por canais oficiais. Ele está, desde o início da ação, à disposição da Justiça Eleitoral para colaborar com o esclarecimento dos fatos.
 

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